PRISCILA VOIGT - UP - GOVERNADOR

PRISCILA VOIGT é candidato(a) a Governador pelo UP em Rio Grande do Sul (RS) nas Eleições 2026.

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PRISCILA VOIGT

PRISCILA VOIGT SEVERIANO

Cargo Atual: GOVERNADOR
Número da Urna: 80
Candidatura: 2026

Espectro político

Toque em uma faixa para entender o que ela significa

Extrema esquerda Direita conservadora

UP

Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.

Dados do candidato

Data de nascimento
19/06/1991
Gênero
FEMININO
Estado civil
SOLTEIRO(A)
Grau de instrução
SUPERIOR COMPLETO
Ocupação declarada
NUTRICIONISTA E ASSEMELHADOS
Estado de nascimento
SC

Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.

R$ 160.000,00 (2020)
R$ 160.000,00 (2022)
R$ 400,00 (2024)
R$ 1.000,00 (2026)
Patrimônio declarado
-
Gastos de mandato
-
Presença em sessões
0
Projetos apresentados

Evolução e Histórico Político

Evolução da Votação por Eleição

Comparativo: Vereador em 2024 (RIO GRANDE DO SUL / RS)

Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.

2026 - GOVERNADOR

UP | UF: RS

Votação Obtida: Não apurado (Não apurado)

2024 - VEREADOR

UP | UF: RS

Votação Obtida: 749 votos (NÃO ELEITO)

2022 - DEPUTADO FEDERAL

UP | UF: RS

Votação Obtida: 1.081 votos (NÃO ELEITO)

2020 - VEREADOR

UP | UF: RS

Votação Obtida: 226 votos (NÃO ELEITO)

Declaração Patrimonial Recente

Evolução do Patrimônio Declarado

Ano Tipo Descrição Valor
2020 Casa Casa de alvenaria com 48m2, localizada na rua Clementina cessari Benatti, 219, bairro universitário, Tijucas-SC, adquirida em 2014, através de financiamento minha casa minha vida R$ 160.000,00
2022 Casa uma casa de alvenaria com 48 m2 localizada na rua Clementina Cessari Benatti, 219, Bairro Universitário, Tijucas - SC R$ 160.000,00
2026 Depósito bancário em conta corrente no País DINHEIRO R$ 1.000,00
2024 Dinheiro em espécie - moeda nacional DINHEIRO EM ESPÉCIE R$ 400,00
Patrimônio total declarado (2020): R$ 160.000,00
Patrimônio total declarado (2022): R$ 160.000,00
Patrimônio total declarado (2024): R$ 400,00
Patrimônio total declarado (2026): R$ 1.000,00

Prestação de Contas e Gastos

Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.

Mandato (Gastos CEAP)

Sem despesas de mandato registradas.

Gastos de Campanha

Detalhamento por tipo de despesa
Tipo de despesa Total %
Serviços prestados por terceiros 2022 R$ 25.012,00 48,4%
Publicidade por materiais impressos 2022 R$ 7.560,00 14,6%
Serviços advocatícios 2022 R$ 5.000,00 9,7%
Publicidade por adesivos 2022 R$ 1.900,00 3,7%
Atividades de militância e mobilização de rua 2022 R$ 1.600,00 3,1%
Serviços contábeis 2022 R$ 175,00 0,3%
Encargos financeiros, taxas bancárias e/ou op. cartão de crédito 2022 R$ 121,00 0,2%
Taxa de administração de financiamento coletivo 2022 R$ 87,21 0,2%
Despesas com pessoal 2020 R$ 5.600,00 10,8%
Publicidade por materiais impressos 2020 R$ 2.109,00 4,1%
Serviços contábeis 2020 R$ 700,00 1,4%
Serviços advocatícios 2020 R$ 600,00 1,2%
Combustíveis e lubrificantes 2020 R$ 600,00 1,2%
Publicidade por adesivos 2020 R$ 336,00 0,7%
Taxa de administração de financiamento coletivo 2020 R$ 179,95 0,3%
Encargos financeiros, taxas bancárias e/ou op. cartão de crédito 2020 R$ 73,15 0,1%
Total geral R$ 51.653,31 100%
Maiores fornecedores
Fornecedor Lançamentos Total
Nanashara D ávila Sanches 1 R$ 15.012,00
Fernanda Vecchi Pegorini 2 R$ 5.600,00
Carlos Henrique Vieira Da Silva Junior 1 R$ 5.600,00
Luiza Helena Da Rosa Alves 1 R$ 5.000,00
Lucas Tarragô Carvalho Neumann 1 R$ 5.000,00
Celi Maria Da Luz Nascente 4 R$ 4.860,00
Ricardo Nery Martins Industria Grafica Eireli 1 R$ 4.600,00
Mychel Da Silva Romero 4 R$ 1.826,00
Mauricio Guterres Falcão 1 R$ 800,00
Cesar Goulart Da Silva 1 R$ 700,00

Receitas de Campanha

Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.

Por origem
Tipo de despesa Total %
Recursos de partido político 2024 R$ 38.061,45 35,2%
Recursos de outros candidatos 2024 R$ 12.450,00 11,5%
Recursos de financiamento coletivo 2024 R$ 940,00 0,9%
Recursos de partido político 2022 R$ 41.379,00 38,3%
Recursos de financiamento coletivo 2022 R$ 1.310,00 1,2%
Recursos de pessoas físicas 2022 R$ 595,00 0,6%
Recursos de partido político 2020 R$ 6.600,00 6,1%
Recursos de pessoas físicas 2020 R$ 4.750,00 4,4%
Recursos de financiamento coletivo 2020 R$ 2.030,00 1,9%
Total geral R$ 108.115,45 100%
Maiores doadores
Doador Lançamentos Total
Direção Estadual/distrital 6 R$ 47.979,00
Direção Nacional 3 R$ 20.000,00
Direção Municipal/comissão Provisória 5 R$ 18.061,45
Eleicao 2024 Luciano Schafer Prefeito 1 R$ 12.450,00
Cfz - Assessoria E Consultoria Empresarial Ltda. 5 R$ 2.030,00
Vinicius Voigt Severiano 1 R$ 2.000,00
Caua Roca Antunes 2 R$ 1.550,00
Gmt Tecnologia Ltda 1 R$ 1.310,00
Tax Payments Tecnologia Em Meios De Pagamentos Ltda 1 R$ 940,00
Isolde Voigt Severiano 1 R$ 500,00

Projetos de Lei Apresentados

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Presença e Votos em Plenário

Nenhum voto em plenário registrado para este político.

Frequência nas Sessões Ordinárias

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Participação em Comissões e Órgãos Legislativos

Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.

Situação do registro da candidatura

Ano Julgamento Teto legal de gasto
2026 AGUARDANDO JULGAMENTO R$ 11.562.724,00
2024 DEFERIDO R$ 63.528.999,00
2022 DEFERIDO R$ 317.657.253,00
2020 DEFERIDO R$ 48.914.284,00

Proposta de governo

Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.

Programa de governo — eleição de 2026 8 páginas

PROGRAMA DA UNIDADE POPULAR PELO SOCIALISMO (UP) PARA O GOVERNO DO
ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL (RS)
A Unidade Popular (UP), o partido antifascista do Brasil, partido da esquerda
revolucionária, legalmente existente a partir de dezembro de 2019, disputará as eleições
gerais de 2026, em todos os cargos no Rio Grande do Sul.
A UP é construída por vários movimentos sociais, como o Movimento de Luta dos
Bairros, Vilas e Favelas (MLB), o Movimento de Mulheres Olga Benario, o Movimento Luta
de Classes (MLC), a Frente Negra Revolucionária (FNR), o Movimento Correnteza, que
organiza os…

Ler mais do texto

estudantes universitários, e o Movimento Rebele-se, que organiza os
estudantes secundaristas, e a União da Juventude Rebelião (UJR), que organiza a
juventude para lutar pelo socialismo. Logo, é composta de militantes de movimentos
populares e de trabalhadores e trabalhadoras de grande atuação nas suas respectivas
áreas e territórios. Seus candidatos são desses setores e representarão essas lutas nos
seus mandatos.
A UP não tem o objetivo de apenas eleger candidatos para a atuação parlamentar
ou governamental dentro de gabinetes fechados, longe das ruas e das lutas da classe
trabalhadora. A atuação desses parlamentares eleitos deve ser revolucionária, continuar e
ampliar os movimentos e lutas que constroem, dar apoio a outros, estimular a
participação popular e dos trabalhadores sempre, incluindo as lutas do povo negro, dos
povos indígenas, quilombolas e da comunidade LGBTIA+.
Queremos ter governadores (as), senadores (as) e deputados (as) que estejam
presentes nas periferias, que pisem no chão das ocupações, que atendam as
reivindicações dos trabalhadores, que estimulem a construção de casas populares, que
ouçam os movimentos sindicais, operários e demais organizações populares. Dessa forma,
compreendemos que a Presidência da República deve atuar nesta política revolucionária e
popular ao invés de restringir sua atuação no Palácio do Planalto, em reuniões fechadas
com os ministros e recebendo grandes capitalistas e banqueiros.
Este programa é fruto de debates e discussões de centenas de companheiros e
companheiras, filiados e aliados, de todos os níveis, com propostas para o governo do Rio
Grande do Sul, para ser amplamente discutido e divulgado, junto à população, nas praças,
ruas, avenidas, becos, vielas, zonas rurais e em todos os rincões do estado.
Avaliamos que o governo atual do Rio Grande do Sul está entregue à elite de
bilionários e de grandes empresários ricos deste estado, uma pequena parcela da
sociedade que atua para retirar direitos da grande maioria, dos trabalhadores e
trabalhadoras gaúchos. Por isso, na prática, são os grandes monopólios, os donos das
grandes empresas, as multinacionais, o agronegócio e os banqueiros que governam o
estado do Rio Grande do Sul, empobrecendo a população de um dos estados mais ricos do
país.
A economia no Rio Grande do Sul está entregue aos interesses dos grandes
monopólios, de poderosas empresas multinacionais e do agronegócio que, através da
exploração do trabalho do povo gaúcho e da dominação sob a política do estado, extraem
as nossas riquezas e garantem seu domínio econômico. Para favorecer a instalação e o
avanço de empreendimentos de empresas como estas, o governo tudo faz: descumpre
normas ambientais, altera centenas de pontos do código ambiental, tudo em defesa da
aplicação de um discurso neoliberal. Enquanto isso, na fábrica e na linha de produção, é o
trabalho do operário, do trabalhador e da trabalhadora, que gera o lucro dos patrões e dos
donos da empresa. Esse lucro é roubado do trabalhador pelos patrões, nosso trabalho
suado nos é tomado, enquanto recebemos um salário de miséria e vemos o preço de tudo
subir. Enquanto isso, os donos das empresas e seus acionistas enriquecem cada vez mais e
vivem no luxo com a riqueza gerada pelo trabalhador.
Para manter os privilégios das grandes empresas e do agronegócio, o Estado do Rio
Grande do Sul abriu mão de arrecadar cerca de R$1 bilhão de reais por mês com isenções
(e renúncias) fiscais de empresas, o que equivale a aproximadamente 25% da arrecadação
do ICMS no estado. A maioria dessas empresas são do ramo industrial. Com tal
arrecadação, seria possível aumentar o financiamento da educação e saúde estadual.
Enquanto isso, quanto mais pobre o trabalhador, maior é o percentual de imposto pago
em comparação à sua renda.
Também no nosso estado opera a AEL Sistemas, subsidiária da Elbit Systems, a
maior empresa privada de tecnologia militar de Israel, que atua diretamente no genocídio
do povo palestino por parte do estado sionista de Israel, matando milhares de crianças,
mães e famílias palestinas em prol do lucro. A Elbit Systems é uma das principais
fornecedoras de drones armados, munições e tecnologias de vigilância utilizadas pelas
Forças de Defesa de Israel contra o povo palestino. Hoje o governo estadual mantém uma
parceria com esta empresa assassina que opera em solo gaúcho e também se beneficia
dessa farra de privilégios para os empresários, enquanto lucra com a morte de crianças e
famílias na Palestina.
Enquanto mantém esta lógica de submissão aos ricos e ao capital estrangeiro, o
governo flexibilizou uma série de leis ambientais, o que causou os desastres ambientais
dos últimos anos, sendo o maior deles a enchente que destruiu o estado do Rio Grande do
Sul em 2024. Enquanto os políticos da burguesia negociam com grandes empresários o
financiamento de suas campanhas eleitorais, para depois poderem entregar para eles as
riquezas do Estado, vemos as chuvas aumentarem, novos desastres naturais acontecerem,
e fica escancarada a despreparação do Governo Estadual para lidar com a possibilidade de
uma nova enchente.
Mais de 6,3 milhões de pessoas sofreram impactos diretos ou indiretos da tragédia
de 2024 (como falta de água, luz, isolamento ou perda de renda). O número de pessoas
desalojadas e em abrigos chegou a quase 600 mil, em 478 municípios, quase 96% de todo
o território gaúcho. Quase 19 mil casas foram consideradas inabitáveis depois da
enchente. Cerca de 35 a 40% dos atingidos na região metropolitana de Porto Alegre
estavam em cidades com sistemas de proteção que falharam. Pouco tempo antes da
enchente, o governo de Eduardo Leite defendia o discurso de investir em
empreendimentos comerciais no Cais Mauá e o fim do muro que segurou por dias as
águas do Guaíba. Também foi esse o governo que cortou mais de 400 pontos do código
ambiental antes das enchentes de 2024, possibilitando medidas como o
autolicenciamento por parte das empresas. Medidas como essa tiveram consequência
direta nas enchentes e na destruição da vida das famílias gaúchas.
Desde então, quase nada foi feito pelo governo do estado. No quesito da habitação,
foram entregues menos de 200 casas definitivas, o que faz com que centenas de famílias
ainda tenham de morar em moradias temporárias e abrigos, sem condições dignas de
moradia. Em abril de 2026, 2 anos depois da enchente, 526 famílias ainda estavam em
módulos e moradias temporárias do governo. No aspecto da defesa contra novas cheias,
também quase nada foi feito. Na verdade, nesse caso também o governo atual prefere
cumprir com seus compromissos com os ricos em vez de defender o povo contra novas
enchentes, com planos de destinar cerca de R$200 milhões do fundo de reconstrução para
subsidiar juros de grandes empreendimentos privados e hotéis de luxo na Serra Gaúcha.
Também tem participado do grande lobby em defesa da instalação de uma nova
planta da CMPC Celulose na cidade da Barra do Ribeiro, na região metropolitana, que
passou por cima de uma série de regulamentações ambientais e, na realidade, vai gerar
diversas consequências ambientais graves à região e ao estado. Tudo isso enquanto
ambientalistas e especialistas anunciam previsões de novos fenômenos climáticos graves
para o nosso estado nos próximos meses. Mais uma vez, o governo entregue aos interesses
dos ricos prioriza o lucro acima da vida do povo trabalhador!
A lógica do lucro máximo está também por trás da política privatista do governo
atual, de Eduardo Leite (PSD), que transforma direitos fundamentais da população em
mercadorias. Dessa forma, o governo privatizou, no último período, empresas estatais
essenciais, como a CORSAN e a CEEE, usando como justificativa para a privatização a
dívida do estado. A CEEE-D (braço de distribuição da empresa) foi vendida ao grupo
Equatorial a preço de banana, por somente R$100 mil. Já a CORSAN, empresa estatal de
saneamento, foi vendida ao grupo Aegea, pelo preço de R$4,15 bilhões, sendo que tinha o
valor estimado em mais de R$8 bilhões. Hoje essas empresas atuam como empresas
privadas, ou seja, com o objetivo de gerar lucro, em vez de garantir direitos fundamentais
ao povo, e causam prejuízos crescentes às famílias gaúchas, que pagam valores
exorbitantes nas suas contas enquanto sofrem com falta de água e de energia elétrica.
A educação também entrou na mira do governo privatista atual, com o projeto da
PPP da educação, que visava entregar à iniciativa privada e a gestão da grande burguesia
97 escolas estaduais em um leilão na Bolsa de Valores. Graças à luta e a mobilização dos
estudantes, das famílias, pais e a comunidade escolar gaúcha, e aos professores e
funcionários das escolas, o leilão foi suspenso.
O atual governo mantém e aprofunda uma política de arrocho salarial e de
sucateamento para os servidores públicos estaduais, com reformas, confiscos na
aposentadoria e na previdência e ataques ao IPE. Essa postura do governo de verdadeira
afronta aos interesses e direitos dos trabalhadores foi amplamente denunciada por vários
atos e mobilizações realizados pelos sindicatos que representam as categorias dos
servidores do estado. Enquanto para os grandes empresários e o agronegócio a postura
do governo é de privilégios e flexibilização, para os servidores do estado e professores a
postura é de utilizar a burocracia contra o trabalhador, desrespeitando direitos básicos,
sucateando o serviço público, aumentando a exploração do trabalhador e prejudicando o
serviço para a população. Em suma, piora nas condições de vida para a grande maioria e
privilégios para uma minoria.
Vivemos em nosso estado uma verdadeira epidemia de feminicídios e casos de
violência contra a mulher, como acontece por todo o país. Até o momento, já foram
registradas em 2026 25196 vítimas de violência contra a mulher em nosso estado. O Rio
Grande do Sul concentra 38,8% das mortes por feminicídio de toda a região Sul do país, e
teve uma das maiores taxas de crescimento no último período, de 11,1% entre 2024 e
2025, totalizando 80 mortes confirmadas. Isso é um reflexo da sociedade capitalista, que
coloca as mulheres como propriedade do homem. É muito comum homens preferirem
verem suas ex-companheiras mortas do que sem eles e sendo felizes, tudo isso é fruto da
ideologia burguesa e patriarcal, de um sistema econômico falido em que não dá
perspectiva de vida para as mulheres e garante do lucro máximo para os ricos.
No momento em que 14,8% da população se encontra em insegurança alimentar
(que nada mais é do que um nome bonito para a fome) ou seja, 1,7 milhão de pessoas, fica
mais claro para todos que isso é resultado da divisão de classes no sistema capitalista, em
que poucos acumulam imensas riquezas, enquanto a maioria da população encontra-se na
miséria, ou à beira da miséria. Os trabalhadores e o povo brasileiro, no geral, precisam de
um partido revolucionário.
Além disso, a prática demonstra que a tentativa de conciliar um programa de
esquerda voltado para atender aos interesses do povo com os interesses da burguesia que
financia diversas candidaturas, de direita e as ditas de esquerda, não funcionou e nunca
fuincionará. As pequenas conquistas da classe trabalhadora sob esses governos vão por
água abaixo, da mesma forma que foram as casas e os bens dos trabalhadores gaúchos,
assim que estala uma nova crise do capitalismo ou que se elege um governo de direita.
Nesse sentido, o nosso programa contém propostas para transformar nosso estado em um
lugar de soberania popular e de avanço para os trabalhadores e as trabalhadoras da
cidade e do campo.
Nosso programa é o único que não se propõe a gerenciar um sistema econômico
falido, o capitalismo, mas sim, propõe um novo sistema econômico para o Rio Grande e para
o Brasil. Um sistema econômico onde o povo seja dono do produto do seu próprio trabalho,
em que o social esteja em primeiro lugar, onde possamos ser livres e plenamente felizes: o
Socialismo.
Defendemos :
1. Reversão das privatizações das empresas públicas, como a CEEE, a Corsan, a SulGás
e todas as outras com atividades privatizadas/terceirizadas/parceirizadas em todas
as áreas. Concursos públicos e contratação direta pelo estado com o fim do lucro dos
grande empresários, investimento em infraestrutura e diminuição do valor das
tarifas;
2. Defesa contra as enchentes e reforma urbana. Construção e desenvolvimento de
estruturas de defesas nas cidades e a nível de estado contra cheias e inundações,
bem como o fortalecimento e a reconstrução das estruturas, diques e sistemas de
defesa destruídos nas últimas cheias. Construção e entrega de moradias definitivas
para todas famílias atingidas pelas enchentes e ainda não contempladas pelo
governo, incluindo as famílias que hoje estão em moradias temporárias. Criação de
frentes emergenciais de trabalho para realização de obras públicas a partir das
cidades e bairros pobres e com menor infraestrutura, implementação de
saneamento básico, construção de postos de saúde, hospitais, escolas, calçamento,
reativação de parques industriais abandonados e adequação das casas afetadas
pelas enchentes. Essa ação deve ser feita sem as empreiteiras, com recurso do
estado em parceria com as universidades e com técnicos populares dispostos a
contribuir com o seu povo;
3. Investimento massivo na UERGS e construção de novas unidades em todas as
cidades polo do estado. Fortalecimento da Fapergs, como forma de incentivar e
valorizar a produção de ciência no ensino superior do RS. Garantia de aplicação da
lei de 0,5% da receita líquida dos impostos estaduais para a ampliação do acesso às
universidades;
4. Garantia de investimento massivo na educação estadual. Não permitir a
militarização das escolas, bem como sua privatização e as PPPs. Garantia de eleição
direta para diretores das escolas, valorização dos professores e demais profissionais
da educação e saúde, abertura de concurso público e convocação dos aprovados nos
concursos anteriores. Contratação direta em 100% das atividades escolares.
Obrigatoriedade para todos os políticos eleitos do estado que tenham seus filhos
matriculados na escola pública;
5. Garantia de investimento massivo na saúde estadual. Valorização dos profissionais
da saúde, abertura de concurso público e convocação dos aprovados nos concursos
anteriores. Contratação direta em 100% das atividades do SUS em todos os
municípios do estado. Obrigatoriedade para que todos os políticos eleitos do estado
e suas famílias usem o SUS. Fim da destinação do recurso público para planos
privados.
6. Implementação de real politica de combate à violência contra as mulheres e as
crianças, implementação de delegacias 24h em todas as regiões e no máximo de
cidades do estado, politica de moradia e emprego para mulheres vítimas de
violência. Fortalecimento das casas de referência voltadas para os direitos das
mulheres;
7. Proibição de operações militares em vilas e favelas. Desmilitarização da Brigada
Militar. Punição exemplar para os policiais que tiverem praticado crime de tortura e
execuções. Focar o combate ao crime organizado combatendo os ricos que o
financiam. Como governadora, lutar para a implementação da desmilitarização a
nível nacional. Realizar uma grande campanha pelo direito à memória, verdade,
justiça e reparação às vítimas de tortura e assassinatos pela violência de estado, em
especial durante a Ditadura Militar Fascista de 1964;
8. Reforma agrária popular, do monopólio privado sobre as terras. Defendemos a
redistribuição das terras do Rio Grande do Sul, o fortalecimento da agricultura
familiar, a produção de alimentos para suprir as necessidades do povo gaúcho e
combater a fome que assola 1,7 milhão de pessoas no estado. Investimento na
pequena produção no campo, desapropriação e titulação de terras para os
camponeses pobres. Criação de mercados populares que garantam venda dos
alimentos a preços reduzidos, com objetivo de acabar com a fome no estado. Fim das
isenções e dos benefícios fiscais aos latifundiários do agronegócio. Regulamentação
do uso indiscriminado de agrotóxicos;
9. Lutar como governadora para que a nível nacional seja aprovado o fim da escala 6x1,
a redução da jornada de trabalho, o aumento de 100% no salário-mínimo, bem como
a revogação das reformas trabalhista e da previdência. Reverter todos os retrocessos
implementados pelos últimos governos nas carreiras dos servidores públicos do
estado;
10. Reestatização de todos os meios de transportes coletivos do estado. Garantia do
passe livre aos estudantes e aos trabalhadores, respeitando o direito de acesso à
cidade;
11. Controle social de todos os monopólios e consórcios capitalistas e dos meios de
produção nos setores estratégicos da economia; planificação da economia para
atender às necessidades da população e acabar com as desigualdades regionais e
sociais. Anulação dos impostos extorsivos cobrados do povo; imposto sobre as
grandes fortunas e progressivo;
12. Auditoria e suspensão da dívida pública do estado, com redirecionamento deste
recurso às áreas sociais, como educação, transporte, alimentação e moradia.

Baixar o documento no TSE
Arquivo dentro do pacote: 2026RS210002533355_01.pdf

Redes sociais declaradas

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Origem dos dados desta página

Todo número aqui vem de uma base pública, e cada uma tem sua própria data de atualização. Se algum dado parecer ausente ou estranho, consulte a fonte — o link leva ao órgão que a publica.

Tribunal Superior Eleitoral — Dados Abertos
Candidaturas, votação apurada, bens declarados, despesas de campanha, coligações, redes sociais, propostas de governo, cassações e situação do registro
Câmara dos Deputados — Dados Abertos
Projetos apresentados, comissões, votações nominais, presença em sessões e cota parlamentar
Senado Federal — Dados Abertos
Projetos, comissões, votações e cota do exercício parlamentar
Tribunal de Contas da União
Responsáveis inabilitados para cargo em comissão ou função de confiança
Controladoria-Geral da União — Portal da Transparência
Cadastro de empresas e pessoas inidôneas e suspensas de licitar (CEIS)
Ranking dos Políticos (ONG independente)
Nota do Conselho de Leis e selo de Parlamentar Premiado — opinião de terceiro, não dado oficial