ADOLFO OLIVEIRA - PSOL - GOVERNADOR
ADOLFO OLIVEIRA é candidato(a) a Governador pelo PSOL em Pará (PA) nas Eleições 2022.
ADOLFO DA COSTA OLIVEIRA NETO
Espectro político
Toque em uma faixa para entender o que ela significa
PSOL
Federação com PSOL, Rede. A lei obriga partidos federados a votarem juntos por quatro anos, então o comportamento no Congresso é o do bloco.
Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.
Dados do candidato
- Data de nascimento
- 09/08/1985
- Gênero
- MASCULINO
- Estado civil
- CASADO(A)
- Grau de instrução
- SUPERIOR COMPLETO
- Ocupação declarada
- PROFESSOR DE ENSINO SUPERIOR
- Estado de nascimento
- PA
Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.
Evolução e Histórico Político
Comparativo: Governador em 2022 (PA)
Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.
2022 - GOVERNADOR
PSOL | UF: PA
Votação Obtida: 56.830 votos (NÃO ELEITO)
Declaração Patrimonial Recente
| Ano | Tipo | Descrição | Valor |
|---|---|---|---|
| 2022 | Apartamento | Apartamento de 64m2 no município de Ananindeua | R$ 200.000,00 |
| 2022 | Terreno | Propriedade rural no município de Benevides, com 12ha | R$ 200.000,00 |
| 2022 | Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. | Veículo - Modelo pick-up - ano 2017 | R$ 91.000,00 |
| Patrimônio total declarado (2022): | R$ 491.000,00 | ||
Prestação de Contas e Gastos
Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.
Mandato (Gastos CEAP)
Sem despesas de mandato registradas.
Gastos de Campanha
Detalhamento por tipo de despesa
| Tipo de despesa | Total | % |
|---|---|---|
| Produção de programas de rádio, televisão ou vídeo 2022 | R$ 140.000,00 | 27,5% |
| Publicidade por materiais impressos 2022 | R$ 90.026,00 | 17,7% |
| Despesas com pessoal 2022 | R$ 88.222,50 | 17,4% |
| Serviços prestados por terceiros 2022 | R$ 66.200,00 | 13,0% |
| Serviços advocatícios 2022 | R$ 60.000,00 | 11,8% |
| Atividades de militância e mobilização de rua 2022 | R$ 13.425,00 | 2,6% |
| Cessão ou locação de veículos 2022 | R$ 10.000,00 | 2,0% |
| Materiais de expediente 2022 | R$ 8.962,34 | 1,8% |
| Despesas com transporte ou deslocamento 2022 | R$ 8.000,00 | 1,6% |
| Despesa com impulsionamento de conteúdos 2022 | R$ 7.094,73 | 1,4% |
| Combustíveis e lubrificantes 2022 | R$ 7.000,00 | 1,4% |
| Produção de jingles, vinhetas e slogans 2022 | R$ 5.500,00 | 1,1% |
| Passagem aérea 2022 | R$ 3.230,10 | 0,6% |
| Encargos financeiros, taxas bancárias e/ou op. cartão de crédito 2022 | R$ 289,90 | 0,1% |
| Criação e inclusão de páginas na internet 2022 | R$ 228,00 | 0,0% |
| Total geral | R$ 508.178,57 | 100% |
Maiores fornecedores
| Fornecedor | Lançamentos | Total |
|---|---|---|
| Jefferson Joni Xavier Do Rosario | 1 | R$ 140.000,00 |
| Grafica Martins Comercio E Servico Eireli | 11 | R$ 74.216,00 |
| Rafaela Lobato Sociedade Individual De Advocacia | 1 | R$ 60.000,00 |
| Desiree Costa Giusti | 1 | R$ 45.000,00 |
| Leticia Campos Da Costa Nunes | 1 | R$ 15.000,00 |
| Adstream Soluções Tecnologicas S.a | 3 | R$ 9.200,00 |
| Lielson Farias Camões | 1 | R$ 9.000,00 |
| Cooperativa De Transporte De Passageiros E Turismo Do Guama | 2 | R$ 8.000,00 |
| 1 | R$ 7.094,73 | |
| Economico Comercio De Alimentos Eireli | 5 | R$ 7.027,29 |
Receitas de Campanha
Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.
Por origem
| Tipo de despesa | Total | % |
|---|---|---|
| Recursos de partido político 2022 | R$ 508.534,77 | 98,7% |
| Recursos próprios 2022 | R$ 6.600,00 | 1,3% |
| Total geral | R$ 515.134,77 | 100% |
Maiores doadores
| Doador | Lançamentos | Total |
|---|---|---|
| Direção Nacional | 1 | R$ 508.199,77 |
| Adolfo Da Costa Oliveira Neto | 1 | R$ 6.600,00 |
| Direção Estadual/distrital | 1 | R$ 335,00 |
Projetos de Lei Apresentados
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Presença e Votos em Plenário
Nenhum voto em plenário registrado para este político.
Frequência nas Sessões Ordinárias
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Participação em Comissões e Órgãos Legislativos
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Situação do registro da candidatura
| Ano | Julgamento | Teto legal de gasto |
|---|---|---|
| 2022 | DEFERIDO | R$ 11.562.724,00 |
Proposta de governo
Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.
DIRETRIZES
PARA O PROGRAMA
DE GOVERNO
PARÁ
Federação PSOL +
Rede Sustentabilidade
SUMÁRIO
APRESENTAÇÃO 2
UM NOVO MODELO ECONÔMICO PARA O ESTADO É URGENTE 2
1 PARÁ COMO TERRITÓRIO DE DIREITOS HUMANOS 3
1.1 DIRETRIZES 3
1.1.1 Desenvolvimento Econômico e Economia Socioambiental 3
1.1.2 Meio Ambiente: Uma Alternativa Ecossocialista para Deter o
Colapso Ambiental 3
1.1.3 Direito à Cidadania a Todos e Todas Paraenses 5
2 O POVO NO CENTRO DAS DECISÕES 6
2.1 DIRETRIZES 6
2.1.1 O Povo no Centro das Decisões e da Agenda de Políticas de Governo 6
2.1.2 Capacitação e Financiame…
Ler mais do texto
nto Popular 6
2.1.3 Uma Educação Democrática e Libertadora 7
3 MULHERES, JUVENTUDE E A DIVERSIDADE SOCIAL 9
3.1 DIRETRIZES 9
3.1.1 Em Defesa da Vida das Mulheres e seus Direitos 9
3.1.2 A Violência como Obstáculo ao Direito ao Futuro 9
3.1.3 Pluralidade: A Marca do PSOL 10
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APRESENTAÇÃO
UM NOVO MODELO ECONÔMICO PARA O ESTADO É URGENTE
No cenário de um estado rico em diversidade e de riquezas naturais e minerais, parcela
significativa da população enfrenta problemas como a insegurança alimentar. Um
estado no qual o número de beneficiários do programa Auxílio Brasil é maior que o
número de pessoas com carteira de trabalho assinada, evidencia que, apesar do Estado
do Pará ser rico, sua população é pobre.
Tal diagnóstico tem relação direta com o modelo de desenvolvimento econômico a ser
adotado pelo próximo governo. Em meio a forte crise econômica que assola o país,
resultado da desastrosa perspectiva econômica ultraneoliberal, é necessário que o
próximo governo tenha firme interesse em diminuir as desigualdades sociais, gerar
emprego e renda, proteger o meio ambiente e garantir a oferta de direitos sociais de
modo a garantir o mínimo existencial a todos e todas (efetivando a dignidade humana a
toda a população). Será necessário enfrentar um debate fundamental que diz respeito
à distinção entre as concepções de crescimento e desenvolvimento econômico, pois
apesar de muitos entenderem que são sinônimas, há forte diferença entre elas.
Assim, quando se fala em crescimento econômico prioriza-se o aspecto financeiro, o
lucro empresarial, a ampliação das plantas industriais dos grandes projetos instalados
em solo paraense e tem no conhecido, porém inadequado, Produto Interno Bruto (PIB)
o meio de aferição do seu crescimento e que, por muitas vezes, é erroneamente
denominado de desenvolvimento.
Por outro lado, para utilizar-se o conceito mais atual e apropriado de desenvolvimento,
torna-se fundamental que a preocupação com o aspecto econômico esteja alinhada
com os interesses e valores inerentes à proteção e recuperação do meio ambiente, bem
como, com a vida e o bem-estar de toda a população paraense.
Desta feita, o modelo econômico que impera há décadas na Amazônia e, sobretudo, no
Estado do Pará é inadequado e insustentável, por não harmonizar as multidimensões
da vida. Um modelo proposto pelo PSOL integra no mínimo: economia, natureza e as
mulheres, homens, crianças e jovens.
Afinal, se tal paradigma econômico estivesse correto, não existiria um descompasso
entre a figura de um Estado rico e uma população extremamente pobre. Muito pelo
contrário, as grandes empresas e os projetos econômicos (sobretudo, os ligados à
mineração) teriam obtido suas receitas vultosas (como têm obtido desde sempre), mas
existiria uma população feliz e saudável, porque possuiriam a sua disposição a oferta de
empregos dignos, obras e serviços públicos necessários à garantia de sua qualidade de
vida, assim como, o meio ambiente estaria preservado e equilibrado tal como prevê o
Art. 182 da Constituição Federal, com a perspectiva de responsabilidade
intergeracional inserida em um paradigma de desenvolvimento verdadeiramente
sustentável.
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Desse modo, o Partido Socialismo e Liberdade defende que seja implementada
urgentemente uma mudança de modelo econômico para o Brasil e, principalmente para
o Estado do Pará, construir um Pará do futuro. Esse com a garantia integral dos direitos
vigentes a toda população paraense, tornando-a também rica em direitos e bem-estar
social, em um modelo de desenvolvimento no qual a aplicação dos recursos públicos
viabilize a partilha das riquezas do Estado.
1 PARÁ COMO TERRITÓRIO DE DIREITOS HUMANOS
1.1 DIRETRIZES
1.1.1 Desenvolvimento Econômico e Economia Socioambiental
Para alterar o paradigma de desenvolvimento é necessário direcionar recursos
públicos para infraestrutura que atraiam novos investimentos e possibilite um ciclo
virtuoso capaz de gerar respostas rápidas nas taxas de emprego e aumento da renda
familiar. Dessa forma, contribuindo decisivamente para a retomada e superação da
crise econômica que assola o Brasil e o Estado do Pará com sua população
majoritariamente empobrecida.
A imediata retomada de investimentos em infraestrutura, porém, não pode
desconsiderar o previsto na legislação ambiental e no que entendem os povos
tradicionais, por respeito à Convenção nº 169 da OIT. Além disso, a Consulta Prévia,
Livre e Informada dos povos ribeirinhos, dos indígenas e dos quilombolas deve ser
realizada sempre que determinado projeto ou obra puder causar impacto no meio
ambiente e, principalmente, nos modos de vida das populações tradicionais da
Amazônia.
O PSOL não despreza aquilo que se chama de direitos da natureza, pois na sua visão de
desenvolvimento, considera necessariamente esta importante variável, gerando a
construção da justiça ambiental, onde as externalidades negativas sejam reguladas e
reinseridas no processo produtivo ao invés de repartir com toda a sociedade somente
os impactos ambientais, sociais e da desordem econômica.
Assim, o desenvolvimento socioambiental deve considerar os direitos da natureza,
especialmente, em relação ao equilíbrio entre os seres humanos e outras espécies do
planeta. Apesar de não ser juridicamente preciso, trata-se de um conceito que já está
presente no debate jurídico e jurisprudencial, além de que deve fazer parte desta nova
concepção de desenvolvimento que o PSOL defende.
1.1.2 Meio Ambiente: Uma Alternativa Ecossocialista para Deter o Colapso
Ambiental
Consideramos que a humanidade deixou passar o momento para alterar sua relação
com a natureza e os recursos naturais. Entendemos que é urgente e necessário a
implementação de uma perspectiva ecossocialista, caso contrário, a humanidade
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estará fadada a extinção. Não se pode alegar que tal assertiva tem um tom alarmista.
Basta observar atentamente o fenômeno do aquecimento e as consequências advindas
dele: enchentes, mudanças drásticas no clima, deslizamentos, aumento do nível dos
oceanos, derretimento das calotas polares. Esses eventos sucessivos e em menor
intervalo de tempo têm obrigado a muitos países e cidades a adotarem novas posturas
para conter os resultados decorrentes de tais eventos climáticos agudos.
Reconhecemos que é preciso mudar o sistema como um todo para não mudar o clima
de vez. Todavia, há temas de transição que exigem atenção e execução imediata, tais
como a destruição desenfreada da natureza e dos biomas, que são atualmente,
sinônimos do bolsonarismo. Afinal, os atos, falas e realizações do atual Governo
Federal demonstram o total desprezo pela questão ambiental.
Assim, as tarefas que o PSOL propõe para conter o pior da crise ambiental que a
humanidade já presenciou são urgentes e exigem ousadia em relação a alguns temas,
tais como: à propriedade da terra, à transição energética, à produção de bens e serviços
e aos direitos da natureza num contexto de transformação social. Portanto, a
demarcação e a regularização fundiária devem ser imediatas para todos os territórios
das populações tradicionais, já que são essas as que sabem melhor preservar a
Amazônia.
Faz parte da nossa proposta uma política de desmatamento zero, manejo e restauração
das florestas, tendo como limite temporal o ano de 2030, focando na melhoria da
eficácia e nas ações de comando e controle (fiscalização e punição) em relação à
atividade agropecuária tradicional que gera grande volume de desmatamento e
queimadas e emissão de gases.
No que tange à regularização fundiária, nossa proposta busca dotar de estrutura
adequada o Instituto de Terras do Pará para conter a grilagem de terras. Também, com
o apoio de demais órgãos da administração pública, buscar promover o confisco de
terras e bens que tenham relação com os crimes ambientais;
Ademais, é fundamental apoiar a reforma agrária popular e agroecológica como
contraposição aos grandes latifúndios voltados à exportação de commodities que tanto
mal geram ao meio ambiente. Esses contribuem decisivamente para a derrubada da
floresta ao utilizar excessivamente água para irrigação e produzir poucos alimentos
para a população brasileira, gerando um grande paradoxo: o Brasil é um dos maiores
exportadores de grãos, mas atualmente mais de 33 milhões de brasileiros estão
sofrendo insegurança alimentar. Logo, a soberania alimentar deve ser também uma das
metas do governo a ser alcançada no Estado do Pará, produzindo-se alimentos que
atendam a sua população em detrimento da exportação de grãos e demais
commodities, que servem apenas para enriquecer empresas transnacionais e garantir
o superávit da balança comercial.
A urgência da mudança de matriz energética (fato que é uma realidade em diversos
países) leva-nos a crer que o Estado do Pará também pode dar uma forte contribuição
em favor do fim da dependência dos combustíveis fósseis. Desta feita, por meio da
utilização extrafiscal do Imposto Sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA),
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o Estado do Pará fomentará a aquisição de veículos com motorização menos poluente.
Basta que haja uma alteração legislativa de modo a graduar as alíquotas do imposto,
tornando-as progressivas em razão do grau de poluição dos motores dos veículos. Ou
seja, quanto mais poluentes, mais será a alíquota do IPVA e, de outro modo, quão menos
poluente, menor será a sua carga tributária.
1.1.3 Direito à Cidadania a Todos e Todas Paraenses
Cidadania significa respeitar e garantir a dignidade humana a todos e, para tanto, é
fundamental que o aparelho institucional do Estado do Pará consiga garantir obras e
serviços, em especial, nas regiões mais carentes. Logo, são necessárias políticas
públicas que priorizem investimentos e custeio nas áreas de maior vulnerabilidade
social, tais como: saúde, educação, moradia, emprego e renda e a segurança alimentar.
Sem perder a noção de que as receitas orçamentárias, isto é, o dinheiro para arcar com
todas as políticas públicas, ainda ficam aquém de todas as necessidades da população,
entendemos que é possível aprimorar a gestão orçamentária-financeira. Isso é possível
alocando recursos de modo mais eficiente para que o instrumento de planejamento
orçamentário seja uma ferramenta estatal de intervenção na economia, com o objetivo
de redistribuir renda e riqueza, bem como manter a atividade econômica e os preços
equilibrados.
Assim, alterando o modelo de utilização do orçamento para que ele sirva aos interesses
públicos, temos a certeza de que a gestão orçamentária estatal terá condições de
reduzir a pobreza. Portanto, garantindo cidadania às parcelas da população que mais
necessitam e, ainda, estimular as atividades econômicas, sem perder o foco nos
passivos ambientais.
Desse modo, as renúncias fiscais devem ser revistas para que seus efeitos sejam
verdadeiramente extrafiscais e contribuam com a alteração de paradigma de
desenvolvimento econômico no Estado do Pará. Permite-se então que o agronegócio e
a mineração operem, porém dentro de uma governança estatal que assegure o respeito
ao meio ambiente e à população paraense.
Por meio de uma nova perspectiva de gerir o orçamento público será possível, por
exemplo, implementar uma política pública de Estado (perene) que garanta uma renda
básica de cidadania universal. É inadmissível que em um Estado cheio de riquezas sua
população seja tão pobre a ponto de sofrer com o flagelo da fome, com o desemprego e
a moradia indigna.
Outra maneira de garantir cidadania e diminuir desigualdades socioeconômicas no
Estado do Pará é implementar um programa estadual de ação afirmativa que seja capaz
de gerar equidade no acesso a diferentes serviços públicos, notadamente, no âmbito
dos concursos públicos do Estado e no acesso à rede de educação pública, inclusive o
ensino superior (Universidade do Estado do Pará).
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2 O POVO NO CENTRO DAS DECISÕES
2.1 DIRETRIZES
2.1.1 O Povo no Centro das Decisões e da Agenda de Políticas de Governo
O PSOL almeja garantir a transparência no âmbito das ações da administração pública
estadual e para tanto entende que o texto constitucional precisa ser obedecido. Isto
porque, em diversos dispositivos da Constituição Federal, está explícita a importância
da participação popular ao longo do processo de construção do planejamento e de
gestão das diferentes políticas públicas.
E quando pensamos em planejamento estatal, incluímos como ator principal o povo,
desde aquele mais humilde até a pessoa com maior instrução. É ele que tem
conhecimento sobre quais são os problemas mais agudos que afligem sua vida. Desde
a escola dos filhos que não tem professores em determinadas disciplinas ou está
localizada a quilômetros de distância da sua residência, passando pela ausência de água
e saneamento em seu bairro ou cidade, até a falta de hospitais de média complexidade
em sua cidade.
Logo, deve ser a população em conjunto com os servidores e técnicos públicos que
definirão quais serão as diretrizes, os objetivos e as metas da administração pública.
Seja para as despesas de capital (investimentos) por meio do Plano Plurianual (PPA), as
metas de curto prazo e prioridades na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), a
execução do planejamento através da Lei Orçamentária (LOA), bem como as demais
normas jurídicas que digam respeito ao planejamento e a gestão de políticas públicas
setoriais no Estado do Pará.
Fortalecer os conselhos das diferentes políticas públicas também será uma orientação
da administração do PSOL no governo estadual, afinal, é nos conselhos que a sociedade
deverá reunir-se para exercer a governança social e democrática sobre todas as
políticas públicas.
A população precisa ser comandar, influenciar o centro do poder; precisa estar
empoderada, ciente de seu importante papel na construção de uma sociedade livre,
justa e democrática.
2.1.2 Capacitação e Financiamento Popular
Entendermos que é vital uma política de Estado que garanta uma renda básica universal
para impedir que exista fome e insegurança alimentar. Porém, na mesma sintonia e com
a mesma intensidade, compreendemos que é imperioso que o Estado do Pará destine
recursos a políticas públicas que visem ao ensino técnico e qualificação da população.
Assim, ela poderá buscar espaço no mercado de trabalho, bem como gerir suas próprias
atividades econômicas, aquelas que garantem a sobrevivência da maior parte do povo
do Pará, gerando, por consequência, emprego e renda.
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Não há como desconsiderar os dados do Observatório Paraense do Mercado de
Trabalho (OPAMET), da UFPA, a taxa de desocupação do país no 1° trimestre de 2022
foi de 11,1%, o que demonstra uma estabilidade em relação ao 4º trimestre de 2021,
que apresentou o mesmo número. O Observatório também destaca que a taxa de
desocupação por sexo foi de 9,1% para os homens e 13,7% para as mulheres no mesmo
período, Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para
os brancos (8,9%) e acima para os pretos (13,3%) e pardos (12,9%).
No que se refere à taxa de informalidade, segundo o OPAMET, no Brasil foi de 40,1%
da população ocupada. Entre os estados, o Pará tem a maior taxa de informalidade com
62,9%, seguido pelo Maranhão (59,7%) e Amazonas (58,1%).
Entretanto, também é necessário que o Estado do Pará crie mecanismos e fontes de
financiamento popular, por meio da concessão de microcréditos com taxas de juros
bem diferenciadas e com a menor burocracia possível. Isso visa a dar suporte às famílias
ou pessoas que necessitem adquirir produtos e máquinas para produzirem e venderem
produtos ou prestarem serviços, tal como ocorre em Belém por meio do Banco do Povo.
Tal iniciativa deixa óbvio com seus resultados que o financiamento popular é um ação
de sucesso que se contrapõe à lógica capitalista predominante que busca tornar
privativo os financiamentos na rede de bancos privados.
Sendo assim, capacitando a população e concedendo crédito para que possam iniciar
suas atividades profissionais, evitaremos a necessidade de políticas públicas de cunho
meramente assistencialista que, por mais que ajudem momentaneamente, não
permitem que a população e as famílias possam continuar suas jornadas sem contar
com o apoio estatal. Ou seja, impedem o empoderamento dos cidadãos que continuam
a ser reféns nas mãos de atores políticos que mantêm suas carreiras na política às
custas da ignorância e da miséria da população.
Outra maneira de empoderar a população é por meio de uma séria política de habitação
e de regularização fundiária. Essas permitiriam o fim da insegurança na posse da terra
por intermédio da concessão de títulos de posse e propriedade, dados,
preferencialmente, às mães e mulheres.
2.1.3 Uma Educação Democrática e Libertadora
A política pública de educação deve ser inclusiva, pública e de qualidade, pois está
assegurada na ordem jurídica nacional.
Assim, algumas ações precisam ser desenvolvidas para que o objetivo acima seja
alcançado, dentre elas:
● Implementação de parceria com os municípios para zerar o analfabetismo no
Estado do Pará;
● Ampliação das Escolas de Tempo Integral e o fortalecimento das escolas
Técnicas;
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● Ampliação da Educação do Campo, das águas e das florestas nos territórios
ribeirinhos, dos assentados da reforma agrária, bem como a educação indígena,
quilombola e educação de jovens, adultos e idosos (EJAI);
● Garantir uma educação escolar inclusiva, na qual o Pará seja o território para as
pessoas com deficiência com equipamentos adequados às suas especificidades;
● Garantir no currículo o debate em torno das questões que envolve as pessoas
LGBTQIA+ e a Lei nº 11.645/08, valorizando a cultura e fortalecendo assim a
luta dos povos indígenas e quilombolas.
No que tange à valorização dos profissionais da educação, o PSOL sempre foi um ator
político de vanguarda no respeito, defesa e valorização de todos aqueles que fazem a
educação pública no Brasil. Para tanto, propõe algumas ações a serem implementadas
no Estado do Pará:
● Rever o Plano de Cargo e Carreira dos professores e demais profissionais da
educação;
● Investir na formação de professores e em equipamentos e material pedagógico
que possam contribuir com o trabalho dos educadores;
● Valorizar os profissionais do quadro de apoio com mecanismos de evolução
funcional e progressão salarial;
● Realizar concurso público para todas as categorias;
● Ampliar o número de profissionais nas escolas, com a presença de psicólogos e
assistentes sociais, garantido a presença de uma equipe multidisciplinar no
processo de ensino-aprendizagem;
● Garantir a formação continuada dos profissionais da educação, firmando
parcerias com universidades públicas;
● Estabelecer programas de prevenção e combate ao adoecimento dos
profissionais da educação.
E como a educação libertadora precisa ser democrática, o PSOL entende que algumas
ações precisam ser realizadas no âmbito da estrutura dos órgãos da educação pública
do Estado do Pará, tais como:
● Definir que a gestão democrática da educação aconteça por meio da eleição
direta para os diretores, pelo controle popular com o fortalecimento dos
Conselhos +Escolares e
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