RAFAEL DEMUNER - UP - GOVERNADOR
RAFAEL DEMUNER é candidato(a) a Governador pelo UP em Espírito Santo (ES) nas Eleições 2026.
RAFAEL KETLEY DEMUNER
Espectro político
Toque em uma faixa para entender o que ela significa
UP
Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.
Dados do candidato
- Data de nascimento
- 22/10/1990
- Gênero
- MASCULINO
- Estado civil
- SOLTEIRO(A)
- Grau de instrução
- SUPERIOR COMPLETO
- Ocupação declarada
- SERVIDOR PÚBLICO FEDERAL
- Estado de nascimento
- ES
Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.
Evolução e Histórico Político
Comparativo: Governador em 2026 (ES)
Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.
2026 - GOVERNADOR
UP | UF: ES
Votação Obtida: 2.670 votos (NÃO ELEITO)
Declaração Patrimonial Recente
Nenhum bem patrimonial declarado encontrado para este candidato.
Prestação de Contas e Gastos
Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.
Mandato (Gastos CEAP)
Sem despesas de mandato registradas.
Gastos de Campanha
Sem despesas de campanha registradas.
Receitas de Campanha
Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.
Sem receitas de campanha registradas.
Projetos de Lei Apresentados
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Presença e Votos em Plenário
Nenhum voto em plenário registrado para este político.
Frequência nas Sessões Ordinárias
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Participação em Comissões e Órgãos Legislativos
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Situação do registro da candidatura
| Ano | Julgamento | Teto legal de gasto |
|---|---|---|
| 2026 | AGUARDANDO JULGAMENTO | R$ 711.552.246,00 |
Proposta de governo
Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.
PROGRAMA E PROPOSTAS DA UNIDADE
POPULAR PELO SOCIALISMO (UP) PARA
O ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
Vitória, Espírito Santo.
Agosto de 2026.
Programa da Unidade Popular pelo Socialismo para o governo do estado do Espírito Santo (ES).
Agosto de 2026.
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1. Aumento de 100% do salário-mínimo. Revogação das reformas trabalhista e da Previdência. Redução da
jornada de trabalho, fim da escala 6x1 e jornada de 36 horas semanais ......................................................... 9
2. Fim do feminicídio e do assédio às mulheres. Salário igual e creche no loc…
Ler mais do texto
al de trabalho. Prisão de todos
os agressores e assassinos das mulheres. .................................................................................................... 10
3. Suspensão dos pagamentos da dívida pública. Auditoria da Dívida. Nacionalização dos bancos. ............ 12
4. Reestatização das empresas privatizadas. Criação das frentes emergenciais de trabalho para gerar
milhões de empregos; .................................................................................................................................... 12
5. Anulação dos impostos extorsivos cobrados dos trabalhadores. Taxação das grandes fortunas. Fim dos
subsídios fiscais e financeiros aos monopólios. ............................................................................................. 13
6. Reforma Agrária Popular. Fim do latifúndio. Controle estatal dos preços dos alimentos e controle e
redução do uso de agrotóxicos. ..................................................................................................................... 13
7. Educação pública e gratuita para todos e em todos os níveis; fim do lucro na educação. Garantia de livre
acesso do povo à universidade e/ou cursos técnicos profissionalizantes; fim do vestibular, vestibulinho ou
qualquer processo seletivo; ............................................................................................................................ 14
8. Estatização do transporte público: passe-livre para estudantes e trabalhadores ....................................... 16
9. Moradia digna para todas as famílias brasileiras. Especulação imobiliária é crime! .................................. 16
10. Fim da submissão do Brasil aos EUA, a China e a todos os países imperialistas – Retomada da base de
Alcântara e revogação do contrato de entrega das terras raras. .................................................................... 17
11.Nacionalização dos planos de Saúde. Aumento do Orçamento que permita o funcionamento de 100% da
saúde pública (SUS) e obrigatoriedade de todos os políticos usarem o SUS e a Educação públicas. .......... 18
12. Defesa do meio ambiente. Fim da exploração estrangeira de nossos minérios. ...................................... 18
13. Combate à corrupção, confisco dos bens dos corruptos e de suas empresas. Expropriação das
empresas que têm trabalho análogo à escravidão. ........................................................................................ 20
14. Demarcação das terras indígenas e quilombolas! Defesa das reservas e florestas nacionais. ............... 20
15. Defesa e incentivo à cultura nacional e popular; nacionalização de todas as companhias gravadoras de
música e produtoras de filmes. ....................................................................................................................... 20
16. Punição exemplar para os torturadores e assassinos da ditadura, revisão da lei da Anistia. Luta pelo
direito à memória, verdade, justiça e reparação; Desmilitarização das polícias! ............................................ 21
17. Fim da exploração do homem pelo homem, socialização de todas as grandes empresas. Construção de
uma sociedade socialista. .............................................................................................................................. 23
18. Combate à LGBTfobia e garantia de direitos à população LGBT ............................................................. 23
Programa da Unidade Popular pelo Socialismo para o governo do estado do Espírito Santo (ES).
Agosto de 2026.
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PROGRAMA DA UNIDADE POPULAR (UP)
PARA O ESTADO DO ESPÍRITO SANTO
O nosso estado é estratégico na produção e circulação de riquezas no país, possuindo
polos de mineração, de siderurgia, de petróleo e gás e um dos maiores portos do Brasil.
Essa fartura, entretanto, não chega à mesa dos trabalhadores e trabalhadoras capixabas.
Enquanto os grandes grupos econômicos, de ramos como a mineração, petróleo, gás,
siderurgia e celulose lucram bilhões extraindo recursos naturais de nossas terras, o povo
capixaba precisa conviver com baixos salários, altíssimo custo de vida e moradia
inacessível. Os recursos e os frutos do trabalho saem daqui, tornando-se lucro para os
acionistas de outros países, de outros estados ou então para as grandes famílias do estado.
Não são destinados para quem trabalha e produz toda essa riqueza. O que sobra para o
capixaba é a poluição, o adoecimento e a exploração.
A especulação imobiliária empurra o preço dos imóveis e dos aluguéis para níveis cada vez
mais distantes da realidade, deixando muitas famílias sem moradia e tantas outras
prisioneiras do aluguel. O preço dos alimentos, cada vez mais alto, não acompanha a renda
da classe trabalhadora. Os serviços públicos são privatizados e se tornam cada dia mais
precários.
São décadas de um controle das mesmas famílias e grupos econômicos no poder, sem
jamais atacar as raízes dos nossos problemas, porque isso significaria enfrentar os seus
próprios interesses: os interesses da burguesia. Chega de sermos governados pelas velhas
famílias, pelas grandes máfias e pelos conhecidos políticos de sempre, que nunca
resolveram nossa situação.
Não nos contentamos em administrar melhor o capitalismo, precisamos superá-lo. O futuro
com que sonhamos só será construído pela luta organizada do nosso povo. Por isso, a
Unidade Popular vem para apresentar uma alternativa à classe trabalhadora que coloque
seus interesses em primeiro lugar.
MORADIA
O principal causador do déficit habitacional e do aumento do preço dos aluguéis é a
especulação imobiliária. Essa é uma prática em que especuladores com alto poder
aquisitivo compram terrenos, casas, salas comerciais e afins, visando apenas o lucro a
longo prazo. Eles deixam essas propriedades abandonadas, sem cumprir função social (o
que desrespeita a Constituição Federal de 1988), até que seu valor de mercado aumente e
esses especuladores lucrem com a venda. Enquanto milhares de pessoas não têm casa,
milhões de imóveis seguem sem uso. Este instrumento é utilizado pelos capitalistas para
valorizar artificialmente seus imóveis, mesmo que a custo da moradia do povo.
Programa da Unidade Popular pelo Socialismo para o governo do estado do Espírito Santo (ES).
Agosto de 2026.
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A moradia precária também é um problema grave, e demonstra a irresponsabilidade do
Estado em cumprir com o direito à moradia digna. De acordo com um relatório de 2023
produzido pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), o estado do Espírito Santo tem
mais de 130 mil famílias no déficit habitacional. São, no mínimo, 300 mil pessoas atingidas
pelos altos aluguéis, moradia precária ou coabitação.
Grande parte da população entra em déficit habitacional devido aos altos aluguéis, que
atingem cerca de 120 mil famílias. Buscar medidas para conter a especulação imobiliária,
bem como construir moradias populares livres de procedimentos de financiamento que
possam endividar as famílias é fundamental. Essas medidas, além de dar impulso à
economia do estado, pois geram empregos e desafogam o orçamento das famílias,
assegurando maior estabilidade financeira, também melhorariam suas condições de saúde,
lazer e educação, pois a realidade é que o povo deixa de usufruir da vida quando tem medo
de ser despejado. Moradia digna é um passo fundamental no combate às diversas mazelas
que acometem a classe trabalhadora!
Além disso, o Censo aponta que, em 2023, o aluguel disparou em 16%. Esse aumento tem
como consequência direta o aumento na população em situação de rua. O Espírito Santo
possui cerca de 4,5 mil pessoas em situação de rua, com aproximadamente 1,1 mil desse
total concentradas só na capital.
Fica evidente, portanto, a necessidade de uma profunda reforma urbana no nosso país e
no nosso estado. Temos a capital com o metro quadrado mais caro do país, e o crescimento
do preço dos aluguéis é uma realidade também nos interiores.
SAÚDE
O sistema capitalista tem a universalização da mercadoria como uma de suas
características. Isto é, toda propriedade, bens e serviços deixam de ter fim na sua utilização
e passam a ter o lucro como finalidade. Isto inclui os serviços essenciais para nossa
sobrevivência, como a saúde.
Na fase atual do capitalismo em crise, o imperialismo, direitos conquistados historicamente
pela classe trabalhadora são atacados pelas classes dominantes. Uma dessas conquistas
é o Sistema Único de Saúde (SUS), o maior sistema público e universal de saúde no mundo
que, ao invés de ser protegido e aprimorado, vem sofrendo com a sua precarização, através
das privatizações e dos cortes e limitações orçamentárias de investimento em saúde
realizados pelos governos a serviço da burguesia. Ao invés de melhorar o serviço público,
a escolha política dos governantes tem sido entregar o SUS para a péssima gestão privada,
que não enxerga a saúde como um direito de todos.
A terceirização de diversos PAs e UPAs (como as de São Pedro, Enseada do Suá, Carapina
e Riviera da Barra) e dos hospitais estaduais, como o Hospital Estadual Central em Vitória,
o Hospital Estadual Dr. Jayme Santos Neves na Serra e o Hospital Estadual de Urgência e
Emergência trouxe problemas de superlotação e déficit de funcionários, pois a entrega para
o setor privado implementa uma lógica de lucro acima da qualidade nos serviços essenciais
e, como consequência, foram registradas mais de 8.417 falhas assistenciais na saúde no
Programa da Unidade Popular pelo Socialismo para o governo do estado do Espírito Santo (ES).
Agosto de 2026.
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Espírito Santo. Portanto, a Unidade Popular assume o compromisso de lutar pelo
fortalecimento do SUS e contra todas as formas de concessões ao serviço privado.
MEIO AMBIENTE
A discussão acerca do meio ambiente está interligada à discussão sobre a saúde. Podemos
citar o aumento do volume do pó preto que é solto pelas empresas mineradoras e
siderúrgicas, como por exemplo Samarco, ArcelorMittal e Vale, investigadas e apontadas
como as principais causadoras das emissões de complexos industriais na CPI do pó preto
em 2015, que afeta a população da Grande Vitória e é responsável tanto por problemas
leves de saúde, como rinite e bronquite, quanto por alterações do sistema nervoso, danos
irreversíveis nas células do pulmão e câncer. O nível do pó preto aumentou 50% em 2024,
demonstrando a falta de compromisso dos governos com o povo e com a natureza, pois
estes poluentes também afetam o manguezal e as praias da região.
O descompromisso se revela também na falta de medidas e leis que irão de fato diminuir a
emissão de complexos industriais; as multas, por exemplo, são irrisórias em comparação
com o lucro das empresas.
Além disso, devemos lembrar que, em novembro de 2015, ocorreu o maior crime ambiental
do nosso país, o rompimento da barragem de Fundão, em Mariana/MG, que despejou cerca
de 40 milhões de m³ de rejeitos de minério no Rio Doce. Nenhum responsável pelo desastre
foi preso ou condenado até hoje, em contrapartida, o povo capixaba está condenado a lidar
com a contaminação do Rio Doce, que atingiu a vida de cerca de 2 milhões de pessoas em
diversos municípios do estado banhados pelo rio. Agricultores, pescadores, aldeias
indígenas, artesãos, comerciantes, empreendedores turísticos, marisqueiros, catadores de
caranguejos e surfistas que tinham suas atividades econômicas direta ou indiretamente
relacionadas à água foram severamente prejudicados. Além disso, a lama impacta a vida e
a saúde de toda a população de atingidos, que hoje tem dificuldade até mesmo de acessar
água limpa. A política de indenizações não responde às necessidades dos atingidos, e
sequer chega para todos que deveriam ser indenizados por esse crime. Isso mostra que o
lucro das grandes mineradoras segue protegido pelo estado, enquanto o capixaba paga
com sua saúde e com a perda da biodiversidade do estado.
SEGURANÇA PÚBLICA
Para combater de fato a criminalidade, é necessário acabar com a lógica militarista imediata
como solução de problemas estruturais. Enquanto existirem salários baixos, desemprego e
empregos precários, o crime organizado sempre irá existir.
Por outro lado, a polícia militar não tem como objetivo a segurança da população e dos
trabalhadores, mas a garantia da propriedade privada dos ricos. Isto fica evidente ao
vermos que nenhum problema de violência que afeta o nosso estado foi solucionado
concretamente. Há narrativas de que o crime no estado está diminuindo, mas a população
não sente nenhuma mudança na pele, pelo contrário: a letalidade policial aumentou em
2024 e 2025, em contramão com a média brasileira. Também vemos o crescimento da
perseguição aos movimentos sociais e ao povo pobre.
Programa da Unidade Popular pelo Socialismo para o governo do estado do Espírito Santo (ES).
Agosto de 2026.
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Ao invés de aumentar a frota policial, devemos expandir o acesso à cultura, educação e
trabalho para os trabalhadores, em especial marginalizados e de periferia, para enfraquecer
as facções criminosas.
TRABALHO E RENDA
Para a burguesia lucrar cada vez mais, é preciso expandir a mais-valia que adquire, isto é,
o quanto é extraído do trabalho de seus empregados. O desemprego, a precarização do
trabalho, o trabalho informal, os baixos salários e os juros altíssimos possuem essa função
e são um dos principais problemas que acometem a classe trabalhadora. No Espírito Santo,
a renda média dos capixabas é abaixo da média do Brasil, e o custo de vida no estado é
maior do que a média brasileira. Portanto, o povo do nosso estado é um dos que mais têm
dificuldade de pagar suas contas e, consequentemente, um dos que mais se endividam.
MULHERES E CRIANÇAS
Mais de um milhão de capixabas vivem na pobreza, cerca de 26% da população, enquanto
aproximadamente 16% sobrevivem em situação de extrema pobreza. Essa realidade atinge
principalmente as mulheres trabalhadoras, as crianças e a juventude. Em 2025, o estado
registrou 75 homicídios de mulheres, mais de 26 mil casos de violência doméstica e 2.638
casos de estupro, dos quais 1.082 foram estupros de vulnerável. Apesar desse cenário,
existem apenas 11 Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher em todo o Espírito
Santo, e nenhuma funciona 24 horas por dia.
A mesma desigualdade se expressa na educação. Os municípios mais pobres concentram
as maiores filas por vagas em creches, atingindo principalmente as famílias inscritas no
Cadastro Único. Centenas de jovens abandonam o ensino médio todos os anos em razão
das dificuldades econômicas e da necessidade de trabalhar precocemente. Apenas uma
pequena parcela da juventude capixaba consegue acessar o ensino superior, e um número
ainda menor permanece nas instituições públicas, enfrentando o alto custo da moradia, a
insuficiência da assistência estudantil e a necessidade de conciliar trabalho e estudo. Para
a Unidade Popular, garantir direitos às mulheres, às crianças e à juventude significa colocar
o orçamento público a serviço do povo trabalhador.
EDUCAÇÃO
No capitalismo, a educação deixa de ser tratada como um direito fundamental e passa a
ser cada vez mais subordinada à lógica da mercadoria. Essa desigualdade aparece de
forma concreta no Espírito Santo: enquanto municípios e bairros mais ricos concentram
melhores estruturas e condições de ensino, nas regiões mais pobres faltam vagas em
creches, professores, equipamentos e condições adequadas para que crianças e jovens
permaneçam estudando. Essa diferença determina oportunidades profundamente
desiguais desde os primeiros anos de vida. No Ensino Médio, a situação se agrava para a
juventude das periferias, que muitas vezes precisa conciliar estudo e trabalho e enfrenta
escolas mais precarizadas. Estudo sobre o Novo Ensino Médio no Espírito Santo apontou,
inclusive, que escolas localizadas nas regiões mais violentas apresentaram taxa de evasão
20% superior à registrada em áreas mais seguras, demonstrando a relação direta entre
desigualdade territorial e abandono escolar.
Programa da Unidade Popular pelo Socialismo para o governo do estado do Espírito Santo (ES).
Agosto de 2026.
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O acesso ao ensino superior também continua sendo privilégio de uma parcela reduzida da
população. Para a juventude trabalhadora, não basta conseguir entrar em uma
universidade: é preciso ter condições de permanecer nela, pagar transporte, alimentação e
moradia e, muitas vezes, conciliar os estudos com longas jornadas de trabalho. Defender
uma educação verdadeiramente pública significa garantir que o lugar onde uma pessoa
nasce, a renda de sua família ou a necessidade de trabalhar não determinem até onde ela
poderá estudar.
CULTURA, ESPORTE E LAZER
A cultura, o esporte e o lazer também são direitos negados à maior parte da classe
trabalhadora. A longa jornada de trabalho, aprofundada pela escala 6x1, consome grande
parte do tempo e da vida dos trabalhadores, deixando pouco espaço para o descanso, a
convivência, a prática esportiva e a produção e fruição cultural. Ao mesmo tempo, teatros,
centros culturais, espaços esportivos e equipamentos de lazer permanecem concentrados
principalmente nas regiões centrais e nos bairros de maior renda, enquanto as periferias e
muitos municípios do interior convivem com a ausência desses espaços.
Essa desigualdade é reforçada pela própria política cultural do Estado. Grandes eventos e
grandes editais recebem prioridade e concentram recursos, enquanto artistas populares,
grupos culturais dos bairros, iniciativas comunitárias e atletas que estão começando
encontram enormes dificuldades para desenvolver seu trabalho. Para a Unidade Popular,
cultura, esporte e lazer não podem ser privilégios nem mercadorias: devem fazer parte da
vida cotidiana do povo, com acesso aos equipamentos públicos, incentivo à produção
cultural popular e condições para que artistas e atletas das periferias e do interior possam
produzir, trabalhar e se desenvolver.
TRANSPORTE PÚBLICO
Cada vez mais a especulação imobiliária empurra a classe trabalhadora para as periferias
das cidades. Porém, os empregos, os melhores equipamentos públicos de saúde e
educação e os locais com melhor acesso ao transporte público estão concentrados nos
centros mais desenvolvidos das cidades, justamente de onde a população foi expulsa. Essa
dinâmica cria uma cidade ao contrário: quem mais precisa de mobilidade urbana é quem
tem menos acesso a ela.
O transporte coletivo, mais do que apenas um serviço público, deve ser entendido como
um direito fundamental. É por meio dele que visitamos nossos amigos e familiares, que
vamos a consultas e atendimentos médicos, que vamos ao trabalho. O transporte público
é uma necessidade, não uma mercadoria para ser explorada. No Espírito Santo, somente
o sistema Transcol transporta cerca de 14 milhões de passageiros por mês, mas o gasto
com transporte consome até 18% do salário mínimo, chegando ao custo anual de R$ 3.120
com passagens. Por isso, para aliviar o custo de vida sobre as famílias capixabas e garantir
seus direitos, é urgente a implementação da tarifa zero.
Ainda assim, zerar a tarifa não trará a resolução do problema por completo. Enquanto as
grandes empresas
Redes sociais declaradas
Endereços informados pelo próprio candidato no registro da candidatura. O TSE não verifica esses links, e este site também não — podem estar desatualizados ou fora do ar.
Nenhuma matéria deste site menciona este candidato até o momento.
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Rafael Demuner 80 (UP): candidato a Governador pelo ES
Veja quem é Rafael Demuner, número 80 do UP, candidato a Governador pelo Espírito Santo em 2026. Confira vice, situação, propostas e bens declarados.
gazetadopovo.com.br · 04/09/2026
Fórum de Discussão do Político
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Mais votados nesta disputa
Comparativo: Governador em 2026 (ES)
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