PROFESSOR ROBSON - PSTU - GOVERNADOR
PROFESSOR ROBSON é candidato(a) a Governador pelo PSTU em Distrito Federal (DF) nas Eleições 2026.
ROBSON RAYMUNDO DA SILVA
Espectro político
Toque em uma faixa para entender o que ela significa
PSTU
Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.
Dados do candidato
- Data de nascimento
- 12/04/1970
- Gênero
- MASCULINO
- Estado civil
- CASADO(A)
- Grau de instrução
- SUPERIOR COMPLETO
- Ocupação declarada
- PROFESSOR DE ENSINO MÉDIO
- Estado de nascimento
- RJ
Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.
Evolução e Histórico Político
Evolução da Votação por Eleição
Comparativo: Governador em 2026 (DF)
Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.
2026 - GOVERNADOR
PSTU | UF: DF
Votação Obtida: 1.640 votos (NÃO ELEITO)
2022 - GOVERNADOR
PSTU | UF: DF
Votação Obtida: 841 votos (NÃO ELEITO)
2018 - SENADOR
PSTU | UF: DF
Votação Obtida: 5.319 votos (NÃO ELEITO)
Declaração Patrimonial Recente
Evolução do Patrimônio Declarado
| Ano | Tipo | Descrição | Valor |
|---|---|---|---|
| 2026 | Apartamento | 1 APARTAMENTO EM ÁGUAS CLARAS, BRASÍLIA-DF | R$ 900.000,00 |
| 2018 | OUTROS BENS E DIREITOS | R$ 10.700,00 | |
| Patrimônio total declarado (2018): | R$ 10.700,00 | ||
| Patrimônio total declarado (2026): | R$ 900.000,00 | ||
Prestação de Contas e Gastos
Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.
Mandato (Gastos CEAP)
Sem despesas de mandato registradas.
Gastos de Campanha
Detalhamento por tipo de despesa
| Tipo de despesa | Total | % |
|---|---|---|
| Serviços advocatícios 2022 | R$ 5.000,00 | 52,6% |
| Serviços prestados por terceiros 2022 | R$ 4.200,00 | 44,2% |
| Serviços contábeis 2022 | R$ 200,00 | 2,1% |
| Publicidade por adesivos 2022 | R$ 76,00 | 0,8% |
| Encargos financeiros, taxas bancárias e/ou op. cartão de crédito 2022 | R$ 22,00 | 0,2% |
| #nulo 2018 | R$ 0,00 | 0,0% |
| Total geral | R$ 9.498,00 | 100% |
Maiores fornecedores
| Fornecedor | Lançamentos | Total |
|---|---|---|
| Caio Augusto Tadeu Carvalho | 2 | R$ 5.000,00 |
| Solymar Lacerda Cunha | 1 | R$ 2.400,00 |
| Pedro Alves Viegas | 1 | R$ 1.800,00 |
| Jerônimo Dos Sanots | 1 | R$ 200,00 |
| Artegráfica Premio Ltda - Me | 1 | R$ 76,00 |
| #nulo | 3 | R$ 22,00 |
Receitas de Campanha
Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.
Por origem
| Tipo de despesa | Total | % |
|---|---|---|
| Recursos de partido político 2022 | R$ 9.780,00 | 64,9% |
| Recursos de pessoas físicas 2022 | R$ 1.200,00 | 8,0% |
| Recursos de partido político 2018 | R$ 2.397,93 | 15,9% |
| Recursos próprios 2018 | R$ 1.696,00 | 11,3% |
| Total geral | R$ 15.073,93 | 100% |
Maiores doadores
| Doador | Lançamentos | Total |
|---|---|---|
| Direção Nacional | 1 | R$ 9.500,00 |
| Silvio Soares Filho | 2 | R$ 2.896,00 |
| Direção Estadual/distrital | 9 | R$ 2.677,93 |
Projetos de Lei Apresentados
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Presença e Votos em Plenário
Nenhum voto em plenário registrado para este político.
Frequência nas Sessões Ordinárias
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Participação em Comissões e Órgãos Legislativos
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Situação do registro da candidatura
| Ano | Julgamento | Teto legal de gasto |
|---|---|---|
| 2026 | DEFERIDO | R$ 711.552.246,00 |
| 2022 | DEFERIDO | R$ 711.552.246,00 |
| 2018 | DEFERIDO | R$ 3.000.000,00 |
Proposta de governo
Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.
Por um Brasil e um DF Soberano e Socialista!
Por um Distrito Federal dos Trabalhadores e Trabalhadoras, contra os bilionários, o Governo
Ibaneis-Celina e o projeto da frente ampla de conciliação com a extrema-direita e o centrão.
Brasília deve ser um patrimônio dos trabalhadores e trabalhadoras, não um balcão de
negócios para bilionários e empreiteiras.
O Distrito Federal é a capital de um país rico, mas vive hoje uma desigualdade brutal. De um lado, o luxo do
poder e os lucros exorbitantes do setor imobiliário, dos grandes comerciantes, dos empresários de transporte e
das multinacionai…
Ler mais do texto
s imperialistas; do outro, cidades-satélites abandonadas, filas intermináveis na saúde pública,
um transporte que humilha o trabalhador todos os dias, uma educação pública cada vez mais sucateada,
sustentada por contratos de trabalho precários e uma crise na segurança pública.
Essa realidade não é um acidente. O DF é governado contra os trabalhadores e trabalhadoras. A riqueza aqui
produzida é drenada para alimentar uma minoria de empresários e multinacionais, especuladores de terras,
políticos e empresas corruptas, que dilapidam as verbas e o patrimônio público, enquanto as famílias
trabalhadoras sofrem com o custo de vida e a precarização.
O Governo Ibaneis e Celina Leão: O rosto da decadência e da privatização
Esse cenário é o resultado da política neoliberal aplicada por todos os governos dos últimos 35 anos, Roriz
(MDB), Cristovam (PT), Arruda (PSD), Agnelo (PT), Rollemberg (PSB) e Ibaneis-Celina(MDB-PP). Ao contrário
do que foi prometido por todos esses governos, as privatizações, concessões, terceirizações e PPP’s não
levaram à melhoria dos serviços públicos do DF. Essa política gerou mais desigualdade, escândalos de
corrupção, precarização dos serviços e das relações laborais no serviço público.
A situação da saúde pública no DF é o melhor exemplo da decadência gerada pela política neoliberal, que se
aprofundou com o governo de Ibaneis-Celina. O IGES-DF não melhorou o serviço de saúde do DF e virou um
foco de corrupção e malversação dos recursos públicos. Em plena pandemia da COVID-19, toda a cúpula da
Secretaria de Saúde foi presa, acusada de fraudar contratos de compras de vacinas e insumos para o
enfrentamento da COVID-19.
Ao escândalo de corrupção na saúde do DF, se somam inúmeros outros, que é a marca principal do governo de
Ibaneis-Celina. Recentemente, explodiu mais um escândalo na secretaria de educação, envolvendo mais de R$
40 milhões de desvio para alugar um espaço para funcionamento de uma escola na candangolândia, envolvendo
inclusive o líder do governo na CLDF.
Mas, nenhum desses casos graves de corrupção se compara ao caso BRB-MASTER. Daniel Vorcaro,
proprietário do Banco Master, realizou a maior fraude financeira da história do país, com a ajuda do BRB, que
por orientação do governo Ibaneis-Celina tentou fazer uma transação de compra do Master para salvar o banco
falido e ajudar a encobrir parte das fraudes praticadas por Vorcaro. O prejuízo aos cofres do BRB e do GDF está
na ordem de cerca de R$ 20 bilhões de reais.
Celina Leão, sem nenhum pudor, que empurrar a conta da crise do BRB, criada pelas decisões de seu próprio
governo, para a população do DF, através do acordo de empréstimo do FGC de R$ 6,6 bilhões de reais. Esse
acordo vai impor um regime de restrição fiscal ao GDF que vai impedir a abertura de novos concursos públicos,
reajuste salarial aos servidores públicos e restringir novos investimentos, enquanto o GDF não pagar toda a
dívida com o FGC, que está prevista para ser quitada em 15 anos. O orçamento do DF está sequestrado para
cumprir esse acordo, que beneficia os grandes bancos do país, enquanto a população do DF vai amargar um
processo ainda mais acelerado de precarização e ausência de serviços públicos essenciais.
Ibaneis e Celina Leão também estão marcados pelo papel que cumpriram na tentativa de golpe da
extrema-direita bolsonarista, cujo ápice foi o episódio do 8 de janeiro, com a depredação do Congresso
Nacional, do STF e do Palácio do Planalto. A cumplicidade da cúpula da segurança pública do DF, indicada pelo
governo Ibaneis-Celina, com a tentativa golpista foi determinante para os episódios lamentáveis que ocorreram
em 8 de janeiro no DF.
O governo de Ibaneis Rocha e sua sucessora direta, Celina Leão, representa a face mais cruel do sistema
capitalista. Eles aprofundaram a lógica de entregar o que é público para o lucro privado.
1. A Farra das Privatizações: Sob o comando de Ibaneis e Celina, o GDF iniciou um desmonte histórico.
Aprofundou a privatização da saúde, através do IGES DF, privatizou a CEB e privatizou até mesmo a
Rodoviária do Plano Piloto. Eles querem vender tudo: do Banco de Brasília (BRB) aos serviços
essenciais. O resultado dessa política é a piora na qualidade dos serviços públicos.
2. O Escândalo do BRB e Banco Master: O caso recente envolvendo o BRB e as fraudes do Banco
Master desnudou a corrupção sistêmica. Enquanto faltam recursos para as escolas, hospitais e para
assistência social, bilhões são movimentados em esquemas que beneficiam bancos e figuras políticas
como Ciro Nogueira (presidente nacional do PP, partido da governadora Celina Leão) e Flávio Bolsonaro.
A conta dessas fraudes não pode cair sobre o povo do DF!
3. Colapso da Saúde, da Educação e da Assistência Social: Ibaneis e Celina herdaram e pioraram a
crise no IGESDF. O modelo de "gestão por OSs" é uma fábrica de corrupção que nega atendimento
médico básico nas UPAs e hospitais. Na educação, a militarização das escolas é um fracasso, que não
solucionou o problema da insegurança e violência no ambiente escolar e criou um monte de outros
problemas. Além disso, o GDF tem desrespeitado sistematicamente a garantia constitucional de repasse
de 25% de suas receitas para educação. Ibaneis-Celina também operam um desmonte da assistência
social, que se materializa nesse momento na destituição de 35% dos servidores da Casa-Abrigo para
mulheres vítimas de violência, inviabilizando seu funcionamento, em um momento em que o feminicídio
cresce no DF.
4. A Extrema-Direita e o Bolsonarismo: Celina Leão tenta se pintar como "renovação", mas é a herdeira
do bolsonarismo mais reacionário. Defende a exploração e a política repressiva contra o povo pobre e a
juventude negra das periferias, que sofre com os despejos, enquanto governa para os interesses dos
grandes empresários e multinacionais.
Nem a Extrema-Direita, nem a frente ampla de conciliação de classes.
É preciso dizer a verdade: o projeto de "frente ampla" liderado pelo governo Lula não oferece uma saída real
para o DF. A conciliação com o agronegócio, com os governos imperialistas, com os partidos do centrão e da
extrema-direita serve apenas para manter as engrenagens do sistema capitalista funcionando. Não adianta
trocar os nomes se o modelo econômico continua sendo o de pagar juros da dívida aos bancos e manter o
arcabouço fiscal que corta dinheiro da saúde e educação.
As pré-candidaturas de Leando Grass (PT) e Ricardo Capelli (PSB), não representam uma ruptura real com a
política neoliberal do governo Ibaneis-Celina. Tanto PT como o PSB já governaram o DF e o resultado foi
desastroso. Foi Agnelo (PT) que construiu o atual modelo de transporte público do DF, com a concessão aos
grandes empresários de transporte. Um modelo que onera os cofres públicos, não atende adequadamente a
população e cobra uma tarifa elevada. Além do mais, foi no governo Agnelo que explodiu um dos maiores
escândalos de corrupção do DF, envolvendo a reforma do estádio Mané Garrincha, que levou a uma sangria de
quase R$ 2 Bilhões de reais de dinheiro público.
Já o IGES-DF, que é um foco de corrupção e ineficiência nos serviços de saúde ofertado à população, é a
continuidade da política de Rollemberg (PSB), que criou o Instituto Hospital de Base.
A estratégia do “mal menor” já mostrou seu limite. Ela desmobiliza a classe e abre caminho para que figuras
como Celina Leão se apresentem como alternativa. Precisamos de uma candidatura que não tenha rabo preso
com empresário nenhum. Uma candidatura apoiada na auto organização da classe trabalhadora e a serviço de
um projeto de ruptura com o capital para construir um outro tipo de sociedade, que seja socialista.
Um programa para atender as necessidades fundamentais dos
trabalhadores e trabalhadoras.
1. Estatização e Passe Livre Já! Pelo direito à cidade!
● Fim da máfia dos transportes e Tarifa Zero: Estatização total das empresas de ônibus e do metrô, sob
controle dos trabalhadores e usuários.
● Tarifa Zero: Transporte é um direito, não mercadoria. Chega de enriquecer os donos das empresas.
● Revogação imediata da privatização da Rodoviária do Plano Piloto.
● Criação de programa para fornecimento gratuito a PCD’s de veículos adaptados. carros, motos,
bicicletas.
2. Em Defesa dos Serviços e Servidores Públicos, Contra a Precarização e a Privatização
● Fim do IGESDF: Saúde 100% pública e estatal. Concursos públicos para todas as áreas e fim das
terceirizações que precarizam o trabalho.
● Fim da violência obstétrica. Criação de um plano com metas claras para desenvolvimento do parto
humanizado em todos os hospitais do DF. Garantir sala de parto humanizado em todos os hospitais do
DF.
● Criação de um centro de saúde especializado para transexuais e travestis. Garantia de realização
na rede pública de saúde, de forma desburocratizada, da cirurgia de redesignação sexual.
● Educação Libertadora: Salário digno para os professores e profissionais da educação. Fim da
militarização das escolas, ampliação e efetivação da gestão democrática das escolas. Abertura de novas
turmas e escolas e redução do número de estudantes por turma. Garantir pelo menos 30% do orçamento
do DF para a educação pública. Fim de qualquer repasse de verbas públicas para a rede privada de
ensino.
● Piso Salarial não inferior ao mínimo do DIEESE (R$ 7.164,94), para todos os servidores do GDF .
● Redução da jornada de trabalho, para 30h semanais para os servidores do GDF, sem redução de
salário.
● Democratizar a gestão pública, eleição de todos os secretários de estado, chefias e construção de um
conselho gestor das empresas públicas, eleito pelos trabalhadores e organizações da classe
trabalhadora, com mandatos revogáveis.
● Revogação da reforma da previdência de Ibaneis.
● Garantir licença-paternidade de 6 meses aos servidores públicos do DF.
● Garantir a implementação da pauta de reivindicações de todas as categorias de servidores do DF
● Renegociação das dívidas dos servidores públicos com BRB, com prazos largos e juros zero,
limitado ao comprometimento de 10% dos salários dos servidores. Acabar com os mecanismos de
superendividamento do BRB.
● Incorporação e efetivação de todos os contratos temporários da educação, da saúde e dos demais
órgãos do GDF para suprir a carência de profissionais nos serviços públicos.
● Criação de uma empresa estatal de serviços gerais e incorporação dos trabalhadores terceirizados à
empresa pública, com estabilidade.
● Reestatização da Neoenergia, já sem indenização.
● Cotas raciais para todos os concursos públicos do DF, adotando o percentual de reserva de vagas
igual ao censo da população negra do DF, que representa quase 60% da população.
● Cota Trans para todos os concursos públicos do DF e para UnDF, e criação de programa de apoio
aos estudos, específico para pessoas trans e travestis.
● Criar o hospital do Idoso e centros de acolhimento a pessoa idosa em todas as cidades do DF, um
espaço para que idosos e idosas recebam atendimento médico, psicológico, terapêutico, realizem
atividades esportivas, artísticas e, assim, aliviar a sobrecarga das mulheres que absorvem a maior parte
do cuidado com as pessoas idosas.
● Fim do Manicômio público do DF (Hospital São Vicente de Paulo), construção de novos CAPS em
todas as cidades do DF, rompimento de todos os convênios com as chamadas comunidades
terapêuticas.
● Criação de Centros de Atendimento a pessoas no TEA em todas as cidades satélites, com serviços
médicos, terapêuticos, com acesso a avaliações e laudos e acesso desburocratizado às medicações e
materiais de suporte.
● Fim da PPP do Mané Garrincha, Centro de Convenções, gestão 100% estatal de todos equipamentos
públicos de cultura e lazer do DF.
● Dobrar as verbas destinadas ao FAC-DF e construção de centro de apoio aos artistas, com cursos,
consultoria e assessoria direta para a construção dos projetos culturais para os editais.
● Revogação da lei do silêncio em vigor, e construção de um novo marco legal que garanta o direito às
apresentações musicais nos bares e restaurantes do DF.
3. Reforma Urbana, Combate à Especulação e preservação ambiental
● Terra para quem mora: Regularização fundiária voltada para o interesse social, combatendo a grilagem
de elite e a especulação das grandes construtoras (Terracap a serviço da classe trabalhadora).
● Plano habitacional popular, construído de forma democrática, com os movimentos sociais:
Construção de moradias dignas para acabar com o déficit habitacional e as remoções violentas.
● Expropriação, sem indenização, dos grandes grupos imobiliários e empreiteras, e utilização desse
patrimônio a serviço da política de moradia popular.
● Revogação do PDOT de 2026 e construção de um novo plano de ordenamento territorial a serviço da
classe trabalhadora.
● Garantir prioritariamente a destinação dos recursos públicos para recuperação da bacia do
Descoberto, que é a reserva hídrica mais ameaçada pela ação humana no DF.
● Em defesa da Serrinha do Paranoá, fim dos empreendimentos imobiliários na região.
● Revitalizar o SLU e garantir controle 100% estatal do manejo do lixo e dos resíduos sólidos do DF.
Universalizar a coleta seletiva. Construir fábrica estatal de reciclagem sob gestão e controle do SLU.
● Política de plantio de árvores principalmente nas cidades satélites, para combater as zonas de calor
intenso e garantir conforto climático à população das regiões periféricas.
● Plano de obras públicas para garantir acessibilidade a PCD’s em todos os locais públicos do DF,
construção de rampas, piso tátil, nivelamento, ampliação de calçadas, etc.
4. Segurança Pública para a Vida, Não para a Morte
● Fim da violência policial: Desmilitarização da PM e criação de uma segurança pública sob controle
comunitário.
● Contra o racismo e o genocídio da juventude negra: Pelo fim da guerra às drogas, que serve apenas
como desculpa para invadir periferias. Descriminalização e tratamento de saúde para dependentes.
● Organizar uma divisão policial especializada na proteção de mulheres vítimas de ameaças.
Compra de material de rastreamento (tornozeleiras eletrônicas, etc.) para efetivar o cumprimento das
medidas protetivas para as mulheres ameaçadas. E, programa para treinamento em autodefesa e
fornecimento de armamento às mulheres que estejam amparadas por medidas protetivas.
● Organizar a autodefesa das mulheres, instituir um programa gratuito de treinamento de autodefesa
para mulheres em todo o DF
5. Auditoria popular das Contas e do BRB
● Expropriação dos bens dos envolvidos em fraudes bancárias e corrupção no GDF. O dinheiro roubado
deve voltar para a saúde e educação. Anulação do projeto de concessão de imóveis do GDF para
capitalização do BRB.
● Suspensão do pagamento da dívida pública do DF aos grandes bancos.
● Fim da política de isenção fiscal aos grandes empresários, que rende cerca de R$ 10 Bilhões de
reais todos os anos aos capitalistas, auditoria popular de todas as isenções concedidas, investigação e
cobrança de todas as isenções fiscais concedidas de maneira irregular e ilegal.
● Cobrança da dívida ativa e expropriação dos bens de todos os grandes devedores do GDF,
anulação do processo de securitização da dívida para o BTG.
● Auditoria com participação popular de todo o orçamento do DF, e criação de conselho gestor do
orçamento público formado exclusivamente por organizações da classe trabalhadora, sindicatos e
movimentos sociais.
● Revogação do acordo de empréstimo do GDF/BRB com o FGC, quem deve pagar o rombo do BRB
são os responsáveis pela fraude bilionária. Expropriação de todos os bens dos envolvidos e utilização
desses recursos e patrimônio para cobrir o rombo do BRB e reparar os danos aos trabalhadores e
trabalhadoras lesados.
Não seremos libertos por decretos vindos de cima ou por alianças com nossos carrascos. O Brasil precisa de
uma revolução socialista que rompa com as engrenagens desse sistema capitalista que nos explora.
Nossa candidatura convoca cada trabalhador, cada trabalhadora, a juventude, as mulheres, o povo negro, a
comunidade LGBTQIAPN+ a construir uma alternativa independente da burguesia e revolucionária.
Por um Brasil e um DF Soberano e Socialista!
Um programa socialista dos/as trabalhadores/as
para o Distrito Federal em 2022
Brasília: Capital da desigualdade.
Há muito tempo uma das marcas importantes do Distrito
Federal é a enorme desigualdade social. Na cidade,
capital do nosso país, mansões e palácios coexistem
com casebres e barracões improvisados, onde moram a
maioria dos trabalhadores e trabalhadoras que
constroem toda a riqueza dessa cidade, que infelizmente
é escoada para o bolso de um punhado de empresários e
políticos, que parasitam a estrutura estatal.
Enquanto o Lago Sul ostenta uma renda per capita de R$
7655,0…
Ler mais do texto
0, a Estrutural amarga R$ 486,00 reais de renda
per capita. O bairro mais rico da cidade possui uma
renda per capita 15 vezes maior que o bairro mais pobre.
E essa diferença tem um claro componente racial. No
Lago Sul, apenas 20% da população é negra, na
Estrutural 77% da população é negra.
Para a maioria da população do DF a vida é uma luta
diária para a sobrevivência. cerca de 21% da população
do DF vive em situação de insegurança alimentar, sendo
que 9,5% passam fome. A fila de espera para
recebimento de algum benefício da assistência social é
de 200 mil pessoas, quase 7% da população do DF, que
possui cerca de 3 milhões de habitantes. O desemprego
oficial está ao redor de 16%, um dos mais altos entre as
capitais do país, mas na verdade cerca de 1,1 milhão de
pessoas economicamente ativas (PEA) estão fora do
mercado de trabalho, metade da força de trabalho no
DF.
O desemprego avassalador explica a enorme fila da
assistência social e também o problema de moradia que
atinge milhões de trabalhadores no DF. Enquanto o BRB
garante financiamento, em esquema altamente suspeito,
para o senador Flávio Bolsonaro comprar uma mansão
de R$ 6 milhões de reais, 359 mil famílias aguardam
atendimento na lista de espera da CODHAB. 87% dos
cadastrados nunca foram contemplados.
Diante desse quadro de desemprego, inflação,
insegurança alimentar, etc. se torna ainda mais
importante a garantia dos serviços públicos no DF, que
infelizmente é precário, insuficiente e de má qualidade,
apesar do esforço enorme dos servidores para garantir
um serviço público de qualidade. Esse quadro é o
resultado de décadas de sucateamento, privatização,
terceirização e corrupção.
Atualmente, por exemplo, 24 mil pessoas aguardam na
fila para poder realizar uma cirurgia na rede pública de
saúde do DF, sendo 4,6 mil crianças nessa situação.
Durante os momentos mais agudos da pandemia da
COVID-19, a fila de espera por um leito de UTI chegou a
ser de mais de 400 pessoas. No país, relatório recente
aponta a falta de 86 medicamentos, alguns básicos como
antibióticos e dipirona.
Na educação, são cerca de 20 mil crianças aguardando
na fila por uma creche. Nem mesmo o programa
privatista de Ibaneis, Auxilio-creche (no valor de R$
800,00) reais consegue zerar a fila de espera. Além do
mais, a carência de profissionais é enorme e leva o GDF
a usar cerca de 11 mil professores de contrato
temporário, um regime de contrato precário, para suprir
uma parte do déficit de profissionais de educação.
No que tange ao transporte público, o DF tem hoje
menos linhas de ônibus e veículos do que em 2013,
quando a licitação fraudulenta estabeleceu o atual
oligopólio das empresas de transporte público. Empresas
que são, inclusive, altamente beneficiadas pelo GDF, que
além de garantir o direito de exploração das linhas,
entrega quase 1 bilhão de reais por ano de subsídio, com
a desculpa de impedir um preço ainda mais aviltante da
tarifa de transporte.
É inclusive a precariedade do transporte público que
impulsiona a população a usar cada vez mais o carro no
DF. Hoje 52% da população recorre ao carro para se
locomover, 38% usa ônibus, 4% metrô. O resultado
desse quadro é o congestionamento. Ibaneis promove a
execução de obras viárias faraônicas, que não
conseguem acabar com o trânsito pesado do horário de
pico, tendo em vista que não para de crescer o número
de carros no DF.
Todo esse cenário de caos social, ausência e
precariedade dos serviços públicos é ainda maior se
levarmos em conta a população do entorno do DF. Cerca
de 1 milhão de pessoas, historicamente esquecidas pelos
governos de Goiás e do Distrito Federal, que sofrem um
processo de exclusão do mercado de trabalho, tendo em
vista que a passagem de ônibus é mais cara e não se
integra com o transporte público do DF. Luziânia, Novo
Gama, Águas Lindas tem renda per capita de cerca de
R$ 600,00, 12 vezes menor do que o Lago Sul.
A situação de precariedade, além de um componente
racial, também possui um componente de gênero muito
importante. As mulheres são a maior parte das
desempregadas, esperando em média 55 semanas para
ter uma oportunidade de emprego, homens esperam em
média 49 semanas no DF. Entre as mulheres cerca de
20% estão desempregadas, entre os homens a taxa é de
15% no DF. A renda das mulheres é em média 25%
inferior à dos homens no DF.
Por que o Distrito Federal possui uma desigualdade
social tão acentuada? Por que a população
desempregada, em insegurança alimentar, vivendo em
moradias precárias é tão grande?
Não é por falta de verbas públicas ou de riqueza. Brasília
teve um crescimento econômico de 3,6% no ano
passado. Mas, contraditoriamente, o rendimento médio
dos assalariados teve uma queda de 16,3% em 2021.
Em relação aos empregadores, o dado revela o aumento
da concentração de renda, houve uma redução do
número de empregadores (empresários), mas a renda
média desse setor aumentou em 2021. Enquanto a
maioria da população sofria com a crise sanitária e
econômica, amargando a perda de rendimentos, os
empresários, mesmo com a pandemia, tiveram aumento
na renda.
Brasília é a unidade da federação de maior renda
domiciliar per capita, cerca de R$ 2500 reais. O
orçamento do DF acumulou nos últimos 3 anos mais de
R$ 2,5 bilhões de superávit, R$ 700 milhões somente em
2021. E a arrecadação tributária vem aumentando, ano
após ano.
Para onde vai esse dinheiro e essa riqueza? Para o bolso
dos grandes empresários da construção civil, das
empresas de terceirização, dos grandes grupos
farmacêuticos e da rede privada de saúde, para os
latifundiários e empresários do agronegócio, para os
empresários do transporte público, etc. E uma pequena
fatia termina nas mãos dos trabalhadores e trabalhadoras
que geraram de fato toda essa riqueza.
O orçamento do DF poderia inclusive ser muito melhor,
não fosse a enorme sonegação fiscal e a política
consciente de Ibaneis de deixar essa situação inalterada.
A dívida ativa do DF soma R$ 36 bilhões, provenientes
da sonegação de grandes empresários e empresas, em
sua maioria, dos quais o GDF arrecadou cerca de 1% em
2021. Somente com a arrecadação do imposto sonegado
seria possível ampliar o orçamento do DF em 75% em
um ano.
Ibaneis: um governo reacionário a serviço dos
grandes empresários do DF
O governo de Ibaneis Rocha, fiel aliado de Bolsonaro,
representa a continuidade do que há de pior na política
do DF. O governo Ibaneis tem tantos escândalos de
corrupção, quanto teve Arruda, de quem é aliado, e de
Roriz. É tão ineficiente quanto os governos de
Rollemberg e Agnelo. E, tão reacionário quanto o
governo Bolsonaro.
Ibaneis se elegeu aproveitando a onda Bolsonarista e o
desgaste das principais figuras do cenário político do DF,
pelas gestões desastrosas à frente do GDF. Assim que
assumiu o governo tratou de fazer tudo o que tinha
prometido não fazer na campanha.
Ao invés de acabar com o Instituto Hospital de Base,
transformou ele no IGES-DF e impôs o modelo privatista
de gestão da saúde para as UPA’s e o hospital de Santa
Maria; Privatizou a CEB; promoveu o arrocho salarial aos
servidores públicos; saqueou os recursos do IPREV e
promoveu uma reforma previdenciária mais dura que a
de Bolsonaro aos servidores públicos do DF.
A exemplo de seus antecessores, não faltaram
escândalos de corrupção no governo Ibaneis. O mais
grave e chocante foi sem dúvida, o escândalo que levou
à prisão toda a cúpula da Secretaria de Saúde do DF.
Superfaturar a compra de insumos para combater a
pandemia da COVID-19, enquanto centenas de pessoas
esperavam uma vaga na UTI para não morrerem, é de
uma absurdo sem tamanho. Também liderou o ranking
de escândalos de corrupção o IGES-DF. Tudo isso em
plena pandemia, enquanto pessoas agonizavam por falta
de leitos, remédios e insumos, uma parte importante dos
indicados de Ibaneis achou que seria uma excelente
oportunidade para fazer fortuna, parasitando as verbas
públicas.
Diante disso, é vergonhoso que a CLDF tenha se
comportado como um bicho de estimação de Ibaneis e
não tenha levado adiante a cassação de seu mandato.
Apesar de todos esses ataques, Ibaneis contou com a
apatia e resignação das principais direções sindicais do
DF, principalmente da CUT, que quase nada fizeram
para mobilizar os trabalhadores contra Ibaneis. A CLDF,
seguindo a terrível tradição de ser fiel aliada de qualquer
governo de plantão, abusando dos esquemas escusos
com o GDF de trocar apoio político por indicações aos
cargos comissionados, foi cúmplice da gestão desastrosa
de Ibaneis. Nem mesmo a oposição parlamentar na
CLDF foi um problema para Ibaneis levar adiante seu
projeto reacionário. Sua atuação se resumiu a fazer
discursos contra o governo e tentar capitalizar um
eventual desgaste político de Ibaneis, nunca tiveram uma
política consequente de se apoiar na mobilização dos
trabalhadores.
O projeto de reeleição de Ibaneis é ainda pior para os
trabalhadores do DF, Ibaneis vai ser o candidato oficial
de Bolsonaro no DF. Num momento em que Bolsonaro
eleva o tom de suas ameaças autoritárias e golpistas,
Ibaneis vai colocar a estrutura estatal do DF e toda sua
campanha a favor desse projeto reacionário para o país.
Contra a reeleição de Ibaneis algumas candidaturas
estão sendo construídas. Izalci (PSDB), Leila (PDT),
Paula Belmonte (Cidadania), Rafael Parente (PSB),
Reguffe (União Brasil), Lucas Salles (DC), Leandro Grass
(PV-PT-PCdoB). São muitos candidatos, alguns ainda
não estão definidos, mas em essência o mesmo projeto
de Ibaneis com uma ou outra variação.
São todos candidatos e partidos que estiveram na gestão
do GDF e são corresponsáveis pelo cenário de tragédia
social que se abate sobre a maior parte da nossa
população. Não é uma disputa de projetos diferentes,
mas apenas uma disputa de quem será o principal
responsável por levar adiante o projeto de exploração e
opressão da classe trabalhadora do DF. E, com isso,
angariar a maior quantidade de recursos e privilégios
para o setor empresarial mais próximo dessas figuras.
Mesmo Leandro Grass não foge disso. O PT, com o qual
o PV está em federação, já governou o DF por duas
vezes, sempre em aliança com grandes partidos
burgueses como o próprio MDB de Ibaneis. Foram
governos marcados por casos de corrupção e que
continuaram aplicando um projeto neoliberal no DF,
assim como os governos do PT no país também levaram
uma agenda neoliberal, aprofundando o processo de
recolonização e desindustrialização do Brasil.
O PSOL por sua vez, abandonou a postura de
enfrentamento ao projeto petista social-liberal e entrou de
malas e bagagens no projeto de reeleição de Lula-
Alckmin. A federação com a Rede de Marina Silva,
financiada por burgueses como Neca Setubal (Sócia e
herdeira do Itaú), Guilherme Leal (Dono da Natura), é um
ponto final para qualquer perspectiva do PSOL de
construir um projeto político de independência de
classe. A candidatura de Keka, uma importante lutadora
do movimento de mulheres negras no DF, que
respeitamos profundamente, não representa um projeto
muito diferente daquele sustentado por Leandro Grass
(PV-PT-PCdoB), ainda que tenha algumas variações
mais à esquerda. Neste sentido, a candidatura de Keka é
fundamentalmente parte de um cálculo eleitoral do PSOL
e REDE de tentar aumentar suas bancadas
parlamentares, não é uma proposta substancialmente
diferente do que é o projeto social-liberal do PT e de
Leandro Grass.
Enfrentar os grandes grupos empresariais para
colocar a riqueza do país e do DF a serviço das
necessidades dos trabalhadores e trabalhadoras.
Não há maneira de solucionar os problemas sociais que
assolam o conjunto da classe trabalhadora, enquanto
estivermos sob um modelo socioeconômico baseado no
lucro, na exploração e na opressão. É uma utopia
reacionária acreditar que um sistema social em que um
punhado de parasitas se apropriam da maior parte da
riqueza pode garantir o mínimo de dignidade para o
conjunto da população do DF, do Brasil e do Mundo. É
ancorado nesse fato, que nós do PSTU procuramos
ganhar o conjunto dos explorados e oprimidos a se
engajar na luta para construção do socialismo.
Conquistar esse novo mundo e abrir caminho para um
processo de transição a uma sociedade socialista é um
processo complexo e árduo. Só pode ser conquistado
com um vigoroso processo revolucionário da classe
trabalhadora, enfrentando impiedosamente os grandes
capitalistas e seus serviçais, tomando de volta, pela força
da mobilização popular, toda riqueza que nós
construímos e está hoje concentrada nas mãos de
poucos capitalistas, garantindo seus abundantes
privilégios.
Nosso programa a nível nacional e local parte da
necessidade de estatizar, sob controle dos trabalhadores,
os principais meios de produção. Saúde, educação,
transporte público, a construção civil e a infraestrutura, os
combustíveis, o sistema financeiro devem estar sob
exclusivo controle do estado, que deve gerir esses
setores através de organismos democráticos eleitos
pelos trabalhadores e controlados diretamente pelas
entidades sindicais e/ou outras formas de organização da
nossa classe, como conselhos populares.
O problema central de nossa sociedade é que todos os
bens, principalmente os mais indispensáveis à vida
humana, são produzidos como mercadorias e não
seguem nenhum planejamento que não seja o maior
lucro possível das grandes empresas. Qualquer
programa de governo que prometa acabar ou, pelo
menos, amenizar os problemas sociais e não enfrente
essa contradição criada pela produção social e a
apropriação privada dos bens produzidos é uma
enganação.
Nossas respostas para começar a resolver os graves
problemas sociais do DF partem então da necessidade
de estatizar todo o transporte público, e assim gerir os
recursos e as linhas de maneira a atender as
necessidade da população. Sem a necessidade de gerar
lucro, podemos garantir a tarifa zero no transporte
público do DF.
Da mesma maneira, não é aceitável que a saúde da
população vire mercadoria a serviço do lucro da Rede
D'or e outros grandes grupos privados de saúde. Todos
os hospitais, grandes clínicas, laboratórios, grandes
grupos farmacêuticos, etc. devem ser estatizados e
geridos diretamente através do SUS. Deve ser tratado
como criminoso um setor que, para conseguir clientes,
depende da precariedade dos serviços públicos de
saúde.
Essa lógica também se aplica à educação, à construção
civil, aos postos de combústiveis e a todos os setores
econômicos fundamentais para a vida do conjunto da
população.
A NOVACAP, precisa ser revitalizada e absorver as
empresas da construção civil e do ramo imobiliário, como
Grupo OK e Paulo Octávio, e colocar todos esses
recursos a serviço de um plano de obras públicas
organizado de maneira democrática diretamente pelos
trabalhadores. Assim construir mais hospitais, UPA’s,
centros culturais, moradias populares e suprir a
necessidade básica de infra-estrutura para garantir vida
digna à população. Além de criar uma cadeia de
produção que gerará empregos formais, atacando o
problema da falta de renda e do desemprego no DF.
A dívida pública, os contratos de terceirização e as
licitações deverão ser alvos de uma minuciosa auditoria
popular. As empresas envolvidas nas fraudes contratuais
e esquemas de corrupção devem ser desapropriadas,
sem indenização e servir como base para organizar uma
empresa pública de serviços gerais para acabar com a
terceirização no GDF. Os contratos terceirizados são um
verdadeiro ralo por onde o dinheiro público escoa para
garantir o lucro de empresários inescrupulosos, que
cometem todo tipo barbaridade contra os seus
funcionários. São comuns os atrasos nos salários e
benefícios, os calotes aos terceirizados, principalmente
na troca de empresas, o assédio moral e sexual, a falta
de EPI’s, etc. É necessário acabar com a terceirzação e
garantir a incorporação dos terceirizados diretamente ao
quadro de servidores públicos.
Na educação, o primeiro passo é acabar imediatamente
com esse projeto fracassado e reacionário de
militarização das escolas. O fracasso é tão evidente, que
até mesmo a PROEDUC mudou sua posição e
recomenda o fim desse programa que transforma as
escolas públicas num espaço sem liberdade de
expressão e de opinião, violando o princípio fundamental
da autonomia pedagógica. Além disso, é preciso ampliar
expressivamente os investimentos no setor educacional
para construir novas unidades, reformar as que estão em
má condição, contratar milhares de professores,
orientadores e auxiliares de educação, diminuindo
significativamente a contratação por esse modelo
precário do contrato temporário.
Os educadores e educadoras sabem como garantir uma
educação de qualidade, mas é preciso recursos para
construir escolas e contratar mais educadores,
diminuindo pela metade o número de alunos por turma. É
preciso recursos para implantar um sistema de ensino
integral que abarque a maioria das escolas do DF,
garantindo o cuidado e educação das crianças e
permitindo às mulheres se incorporarem de maneira
massiva ao mercado de trabalho, além de assegurar
ainda a segurança alimentar de milhares de crianças e
desenvolvendo um processo educacional laico, crítico e
democrático. É necessário reverter de forma imediata a
implantação do novo ensino médio, de caráter privatista e
voltado somente para os interesses do mercado, que
coloca a escola pública meramente a serviço da
formação de mão de obra barata.
Para garantir os recursos para todas essas atividades,
em primeiro lugar o orçamento deve ser definido
diretamente pela população. Através dos sindicatos, dos
movimentos sociais e da organização de conselhos
populares de categorias e bairros, cada centavo do
orçamento será decidido de forma democrática
diretamente pelo conjunto dos trabalhadores do DF, Além
disso, o processo de estatização sem indenização dos
grandes grupos econômicos, vai garantir economia de
recursos públicos e gerar receitas ao estado para fazer
esses investimentos.
Nesse mesmo sentido, é preciso estabelecer um
processo tributário que isente o IPTU, IPVA e outros
impostos dos bairros e da população de baixa renda e
taxe agressivamente os bairros nobres e a população de
alta renda no DF, que são inclusive os maiores
sonegadores de impostos no DF. Propomos inclusive
criar uma força tarefa especial para arrecadar a maior
parte dos R$ 36 bilhões da dívida ativa, que se concentra
majoritariamente num grupo seleto e privilegiado de
grandes devedores.
Muitas pessoas vão ouvir essas propostas e achar que
somos muito radicais e que é impossível criar um
governo desse tipo no DF. Sem dúvida, é impossível que
um plano como esse seja aplicado de forma isolada no
DF, ele precisa ser parte de um projeto nacional. Por isso
o PSTU lança a candidatura de Vera a presidência da
república, pois sabemos que as grandes transformações
que precisamos no DF só podem se dar num marco
também nacional.
Entendemos aqueles que são céticos em relação às
nossas ideias, pois elas pressupõem uma enorme
ruptura com o modelo social que existe hoje. E, claro que
um processo como esse não é fácil e rápido de ser
implantado. A esses questionamentos, dizemos que
utopia
Redes sociais declaradas
Endereços informados pelo próprio candidato no registro da candidatura. O TSE não verifica esses links, e este site também não — podem estar desatualizados ou fora do ar.
Nenhuma matéria deste site menciona este candidato até o momento.
Nenhuma matéria externa foi localizada para este candidato.
Fórum de Discussão do Político
Nenhuma discussão iniciada neste fórum ainda. Seja o primeiro a comentar!
Mais votados nesta disputa
Comparativo: Governador em 2026 (DF)
Candidatos Relacionados
Origem dos dados desta página
Todo número aqui vem de uma base pública, e cada uma tem sua própria data de atualização. Se algum dado parecer ausente ou estranho, consulte a fonte — o link leva ao órgão que a publica.
Dado público por força de lei
Os dados exibidos nesta página são informações públicas, cuja divulgação é determinada pela Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições) e pelas Resoluções do TSE sobre publicidade das candidaturas e da prestação de contas eleitorais, pela Lei nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) e pela Lei nº 13.709/2018 (LGPD, art. 7º, I e art. 23), que dispensam consentimento para o tratamento de dados de agente público ou candidato a função pública.