CARLOS MULLER - PSTU - PREFEITO
CARLOS MULLER é candidato(a) a Prefeito pelo PSTU em FLORIANÓPOLIS (SC) nas Eleições 2024.
CARLOS ROGÉRIO MULLER
Espectro político
Toque em uma faixa para entender o que ela significa
PSTU
Classificação editorial deste site, baseada na atuação NACIONAL do partido no Congresso e no seu programa oficial. Não é dado do TSE e não descreve a pessoa: descreve a legenda pela qual ela concorreu. Em eleições municipais e estaduais, partidos de polos opostos costumam se aliar.
Dados do candidato
- Data de nascimento
- 06/09/1962
- Gênero
- MASCULINO
- Estado civil
- SOLTEIRO(A)
- Grau de instrução
- SUPERIOR COMPLETO
- Ocupação declarada
- PROFESSOR DE ENSINO FUNDAMENTAL
- Estado de nascimento
- RS
Informações declaradas ao TSE no registro da candidatura, publicadas nos dados abertos da Justiça Eleitoral.
Evolução e Histórico Político
Comparativo: Prefeito em 2024 (FLORIANÓPOLIS / SC)
Votação nominal do candidato ao lado dos três mais votados no mesmo cargo, ano e unidade eleitoral.
2024 - PREFEITO
PSTU | UF: SC
Votação Obtida: 143 votos (NÃO ELEITO)
Declaração Patrimonial Recente
| Ano | Tipo | Descrição | Valor |
|---|---|---|---|
| 2024 | Veículo automotor terrestre: caminhão, automóvel, moto, etc. | ASX Mitsubishi 2012 | R$ 40.000,00 |
| Patrimônio total declarado (2024): | R$ 40.000,00 | ||
Prestação de Contas e Gastos
Situação cadastral pública da Receita Federal, via BrasilAPI. Não indica irregularidade na despesa em si, apuração de eventual superfaturamento ou fraude cabe aos órgãos de controle.
Mandato (Gastos CEAP)
Sem despesas de mandato registradas.
Gastos de Campanha
Sem despesas de campanha registradas.
Receitas de Campanha
Doações declaradas pelo próprio candidato/comitê ao TSE. A existência de uma doação não indica irregularidade, financiamento de campanha é lícito e regulado por lei; consulte o Tribunal Superior Eleitoral para o histórico oficial completo.
Por origem
| Tipo de despesa | Total | % |
|---|---|---|
| Recursos de partido político 2024 | R$ 20.050,00 | 77,0% |
| Recursos de pessoas físicas 2024 | R$ 3.200,00 | 12,3% |
| Recursos de outros candidatos 2024 | R$ 2.778,90 | 10,7% |
| Total geral | R$ 26.028,90 | 100% |
Maiores doadores
| Doador | Lançamentos | Total |
|---|---|---|
| Direção Nacional | 1 | R$ 20.050,00 |
| Jorge Luiz Nunes | 1 | R$ 3.000,00 |
| Eleicao 2024 Carlos Broering Bruno Vereador | 1 | R$ 1.389,45 |
| Eleicao 2024 Daiane Delfino De Sa Vereador | 1 | R$ 1.389,45 |
| Helio Rodak | 1 | R$ 200,00 |
Projetos de Lei Apresentados
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Presença e Votos em Plenário
Nenhum voto em plenário registrado para este político.
Frequência nas Sessões Ordinárias
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Participação em Comissões e Órgãos Legislativos
Não há fonte pública para este cargo. A Câmara dos Deputados e o Senado publicam a atuação apenas dos próprios parlamentares; as assembleias legislativas estaduais e as câmaras municipais não mantêm base equivalente em formato aberto. A ausência de informação aqui não diz nada sobre a atuação desta pessoa.
Situação do registro da candidatura
| Ano | Julgamento | Teto legal de gasto |
|---|---|---|
| 2024 | DEFERIDO | R$ 53.681.536,00 |
Proposta de governo
Trecho extraído do documento entregue ao TSE, sem resumo nem edição. O texto integral está no arquivo original, pelo botão abaixo.
Um programa socialista e revolucionário para as eleições municipais de Florianópolis - 2024
Uma cidade perfeita num mundo de caos???
A Florianópolis do dia a dia, para quem trabalha duro, não tem nada a ver com as imagens
idílicas das campanhas turísticas e publicitárias. Muito pelo contrário, é uma realidade de salários
baixos, alta exploração, especulação imobiliária, serviços públicos sucateados, favelas, violência e
degradação da natureza.
Mas imagine, por um instante que seja, uma Florianópolis sem desemprego. Uma Florianópolis
com um transporte público veloz, confortável, gratuito…
Ler mais do texto
e de qualidade. Com educação e saúde
públicas de referência e sem filas de espera. Com moradias seguras e de qualidade para todos. Com
empregos bem remunerados e serviços públicos de qualidade. Sem violência e rica em atividades
culturais. Sem racismo, machismo, xenofobia, LGBTfobia, sem repressão policial. Com uma natureza
preservada e sem poluição.
Qual a altura dos muros que precisariam ser construídos, para que esta Florianópolis de sonho
não fosse inundada por gente fugindo da situação calamitosa ao redor? Obviamente, essa
Florianópolis ideal não poderia existir isoladamente, como que fechada numa redoma. É por isso que
não se pode discutir soluções para os problemas mais urgentes de Florianópolis sem se discutir
também o que se passa no Brasil e no mundo. Os candidatos que propõem soluções milagrosas para
Florianópolis sem discutir o marco geral, mentem. Mentem porque precisam esconder que seus
partidos, sejam quais forem, governam outras cidades Brasil afora, e a realidade e problemas sociais
nelas são os mesmos daqui ou piores. Temos que mudar Florianópolis sim. Mas temos que mudar
também o Brasil e o mundo. As candidaturas do PSTU estão a serviço de construir esta mudança.
O mundo em que vivemos – uma coleção de crises?
O mundo vem se tornando um lugar cada vez pior para a imensa maioria da população. O
sonho de um futuro brilhante e tecnológico, cheio de robôs, onde o ser humano trabalharia cada vez
menos e teria cada vez mais tempo livre para se dedicar às ciências, artes e relações humanas, onde
não existiriam mais guerras, opressão e exploração, doenças, violência e ditaduras, como parte de
uma evolução geral da humanidade, se tornou um pesadelo distópico. Hoje as jornadas de trabalho
são maiores e mais intensas do que no século passado. Robôs e computadores estão sim por aí, mas
a serviço de maximizar lucros, aumentando a exploração, eliminando postos de trabalho e rebaixando
salários. As inteligências artificiais existem, mas são usadas para difundir mentiras e desinformação,
propagar o racismo, machismo, xenofobia e as mais reacionárias ideologias pela internet. Exércitos
mercenários, pagos em ouro, com drones assassinos controlados por inteligência artificial, matam
milhares de pessoas em guerras pelo mundo. Epidemias de velhas e novas doenças assolam a
humanidade, enriquecendo as empresas farmacêuticas e hospitais privados. A destruição da
natureza, poluição dos oceanos, lagos, rios, terras e atmosfera, aquecimento global e derretimento
das geleiras passa a ser uma realidade presente em nosso dia a dia, sem nenhuma perspectiva de
melhora. Trilhões tem sido investidos no chamado “combate às mudanças climáticas”. Pura hipocrisia.
Estes trilhões são gastos não para interromper a sede irracional por lucros a todo custo, mas para
“adaptar” a economia capitalista a esta “nova realidade”. Já não se trata sequer de mitigar os efeitos,
quanto mais de combater as causas. Não, se trata única e exclusivamente de salvar os negócios. Este
mundo, que parece saído de um filme de apocalipse-zumbi, é o único que a nova geração conhece. E
o mundo conhecido pela velha geração já não existe mais. Por décadas, acreditou-se numa evolução,
tecnológica, natural e automática da humanidade, que aos poucos iria superando os desafios e
dificuldades. Essa perspectiva ingênua não existe mais. A humanidade não caminha por evolução
natural. É necessária uma revolução!
Crise econômica mundial, crise ambiental, crise climática, crise habitacional, crise no mundo do
trabalho, crise civilizacional, crise em todas as esferas… Uma coleção de crises? Ou uma única crise
– a crise do capitalismo? Há mais de um século, Rosa Luxemburgo resumiu melhor que ninguém a
encruzilhada histórica da humanidade: Socialismo ou barbárie! E ela tinha razão. Hoje vivemos
capitalismo com barbárie!
O aumento da exploração é uma constante em todos os países, sejam “ricos” ou “pobres”, sob
governos das mais diversas matizes políticas, retirando um a um os direitos sociais duramente
conquistados. O tal “estado de bem-estar social” não existe mais. A jornada de trabalho de 8h diárias,
conquistada há mais de século, não existe mais. As fábricas funcionam hoje com jornadas de 10, 12
horas diárias de trabalho. Elon Musk, o homem mais rico do mundo, defende que a jornada de trabalho
legal deve ser de até 90 horas semanais, para “salvar a economia mundial”. Bolsonaro diz que os
trabalhadores tem que escolher entre empregos ou salários. Há hoje mais trabalhadores em situação
de escravidão no mundo do que quando a escravidão era legalizada! Este processo, que já vinha há
várias décadas, deu um novo salto a partir da crise capitalista mundial aberta em 2008.
Por que existe esta crise? É porque se produz pouco, há baixa produtividade do trabalho, não
se produz o suficiente para todos? Não! É o oposto! Nunca se produziu tanto, com tanta produtividade!
Há uma sede imensa por produzir cada vez mais, uma busca frenética por um crescimento anual do
PIB o maior possível. E há imensa quantidade de riquezas produzidas que não se realizam, com
pátios das revendedoras lotados de automóveis, milhões de edifícios desabitados, fábricas inteiras
paradas, alimentos não vendidos apodrecendo. Ao mesmo tempo que há gente sem ter onde morar,
onde trabalhar, como se deslocar e sem ter o que comer. O problema está em que as riquezas
produzidas e acumuladas estão cada vez mais escandalosamente concentradas nas mãos de
pouquíssimos. E cada avanço tecnológico, ao invés de aliviar a carga de trabalho, é utilizado para o
oposto, para explorar mais, demitir mais, destruir mais a natureza, oprimir mais, matar mais. Porque o
capitalismo necessita de lucros para existir, a qualquer custo.
A criminosa ostentação dos bilionários contrasta com o desemprego, os baixíssimos salários, a
retirada das conquistas trabalhistas, a destruição dos serviços públicos, a corrupção desenfreada de
empresários, banqueiros, latifundiários e seus governantes. Com a crise econômica, o aumento da
riqueza se dá diretamente pelo aumento da miséria. Para que exista um punhado de super-ricos de
um lado, é necessária uma massa de miseráveis do outro. É o que Marx chamava de “Lei da miséria
crescente das massas”.
E os governos aplicam sucessivos planos para garantir esse exorbitante crescimento da
riqueza para a burguesia, tirando cada vez mais o pouco que a população explorada e oprimida
possuía. Às vezes, isso é feito de forma descarada, “na marra”, pelos governos da direita e ultradireita.
Ou, às vezes, de forma mais dissimulada, enganadora, pelos governos ditos democráticos,
progressistas, de centro ou “de esquerda”. Porque todos eles, sem nem uma única exceção,
governam para manter este sistema que aí está – o capitalismo. E não existe capitalismo bonzinho,
sem exploração, sem opressão, sem miséria, sem racismo, opressão, guerras, violência e destruição
do meio-ambiente.
Sai governo, entra governo, e nossa situação, a situação da classe trabalhadora, da juventude
e dos oprimidos, só vai piorando. Os grandes burgueses mandam no mundo e nos governos. Os
governantes não passam de gerentes dos grandes burgueses, são os gestores da crise capitalista. Os
diversos partidos, das mais variadas colorações, brigam furiosamente entre si, polarizam a situação
política. Mas não é para mudarem de fato a situação, mas para estarem no poder, para disputarem o
saque dos cofres e riquezas públicas. Disputam, em primeiro lugar, para serem os preferidos dos
poderosos, pois é daí que vem o dinheiro. Cada um tentando demonstrar ser melhor que os outros
para gerir o sistema capitalista. Às vezes, os métodos que empregam são diferentes. Uns utilizam
mais essa pseudo-democracia (a democracia dos ricos), para governarem através da enganação, da
mentira e das frases bonitas. Outros querem estabelecer diretamente ditaduras, para impor os
ataques “na porrada”, à força.
O crescimento contínuo da miséria entre a população mais pobre e o rebaixamento das
condições de vida de setores médios da sociedade, que vão perdendo as poucas vantagens que
tinham, leva setores ao desespero, tornando-se, muitas vezes, presas fáceis da propaganda de ódio
da ultradireita. Ao não verem nenhuma melhoria com os governos ditos democráticos ou de
“esquerda”, se voltam para essas saídas abomináveis. O justo ódio popular, que deveria ser dirigido
contra o capitalismo, é redirecionado assim contra suas vítimas, os setores mais vulneráveis. Atacam
as pouquíssimas conquistas alcançadas com muita luta por esses setores, e incentivam a violência
contra mulheres, negros, LGBTs, imigrantes etc.
Mas o capitalismo não apenas vem tornando o mundo pior para a imensa maioria da
população. Sua sede insaciável e irracional de lucro tem conduzido o mundo à beira da ameaça à
própria existência da vida humana no planeta. Não apenas pelo risco sempre presente das guerras de
rapina entre os capitalistas, mas também pelas catástrofes ambientais provocadas pelas mudanças
climáticas causadas pelo modelo capitalista de economia. Cientistas discutem inclusive se as
mudanças já são suficientes para se definir uma nova era geológica da Terra, o mal-chamado
Antropoceno. Uma denominação equivocada, pois coloca o surgimento do ser humano como o fator
de destruição do meio-ambiente, e não a sociedade capitalista. Por isso o correto seria chamá-lo de
Capitaloceno, como muito cientistas têm defendido. Pois não é o desenvolvimento que leva a
humanidade à beira de sua destruição, mas a rapinagem da natureza em busca de lucros.
No meio de todo esse cenário terrível, existe a esperança. Existe um outro lado dessa história:
Os trabalhadores, a juventude e os oprimidos não assistem passivos a este cenário de destruição.
Vêm lutando ininterruptamente, por todo o mundo, da forma que podem, contra esses ataques,
mesmo com toda a repressão e a montanha de mentiras diárias.
Os maiores exemplos de ataque e ao mesmo tempo resistência se dão na duas mais
importantes guerras da atualidade. O genocídio contra os palestinos perpetrado pelo Estado de Israel,
com o apoio dos EUA e da União Europeia, é respondido por uma impressionante resistência do povo
palestino, que tem comovido o mundo e levado a juventude a sair em luta por todo o planeta. Israel é
um país artificial, fundado exclusivamente num critério racista e teocrático. Foi criado pelo
imperialismo norte-americano como uma imensa base militar no Oriente Médio. Para ser o seu cão de
guarda, armado até os dentes, com o objetivo de garantir estabilidade para poder explorar essa região
riquíssima em petróleo. Foi construído através do massacre e expulsão da população que lá vivia, os
palestinos, e da ocupação de suas terras e propriedades. Mas a resistência do povo palestino está
invertendo o jogo. A reação ao massacre está se tornando um fator de instabilidade na região,
desgastando os governos imperialistas e desmascarando o verdadeiro papel de Israel. A única
solução para a região é o fim do estado artificial e criminoso de Israel, e a construção de uma Palestina
livre, laica e democrática, onde todos os povos e nacionalidades da região possam conviver em paz,
sem oprimidos nem opressores.
Outro exemplo é a criminosa invasão que a Rússia de Putin realiza na Ucrania. A ofensiva
russa, planejada para durar poucas semanas, fracassou totalmente, graças à heroica e
impressionante resistência do povo ucraniano, e se transformou em uma longa guerra de desgaste. A
tentativa do ditador da Rússia de impor a sua “estabilidade” na Ucrania “abalada” pela poderosa
revolução de 2013-14, que derrubou um governo capacho seu, gerou o resultado inverso, se
transformando em um fator de instabilidade internacional. Putin necessita impor um regime ditatorial
na Ucrânia, derrotar até a última gota de resistência ucraniana, para manter os regimes ditatoriais em
toda a região, e em especial, a sua própria ditadura dentro da Rússia. Os ucranianos têm lutado
encarniçadamente para impedir que Putin tenha sucesso nessa empreitada contrarrevolucionária,
mesmo em situação de brutal inferioridade militar. Exigimos mais armas para o povo ucraniano poder
lutar por sua liberdade e independência, ao mesmo tempo que denunciamos as potências ocidentais e
a OTAN, que por trás dos discursos “democráticos”, na verdade entregam armas a conta-gotas, o que
impede a Ucrânia de expulsar o invasor, ao mesmo tempo que negociam por baixo dos panos com
Putin, interessados no gás, petróleo e seus lucrativos negócios pela Rússia e demais países da
região.
Mas se as massas por todo o mundo lutam incansavelmente, mesmo em guerras contra as
maiores potências do mundo, como o Iraque e o Afeganistão derrotaram os EUA, a resistência
palestina vem derrotando Israel e a Ucrânia vem detendo os planos de Putin, por que estas lutas não
avançam para a derrubada do capitalismo?
Porque os que estão à frente das grandes organizações das massas e das lutas dos explorados
e oprimidos pelo mundo são organizações e partidos que defendem, de uma forma ou de outra, o
sistema capitalista. Prometem o impossível - melhorar o capitalismo – e por isso, das mais variadas
formas, traem as lutas em curso, para que não se choquem diretamente com o sistema e,
principalmente, para que não “atrapalhem” os governos dos quais esses dirigentes e partidos fazem
parte. Se cobrem para isso com as mais distintas ideologias: mundo multipolar (mas capitalista),
nacional-desenvolvimentismo (burguês, ou seja, capitalista), islamismo (também capitalista),
democracia (democracia-burguesa, ou seja, capitalista), ecologia (capitalismo verde) e até
“socialismo” (como o “socialismo do séc. XXI” de Chavez e Maduro, ou o “modelo” chinês - duas
ditaduras capitalistas).
É nesse solo que a ultradireita cresce, se apresentando como “anti-sistema”, e a esquerda
tradicional se torna ainda mais defensora da ordem do capital. Enquanto figuras como Trump e
Bolsonaro vomitam sua política ultrarreacionária, políticos como Biden e Lula se apresentam como
salvadores de uma democracia que sempre foi moldada pelas necessidades da burguesia. Isso não
significa dizer que sejam iguais, mas que são diferentes soluções da crise para a mesma classe
burguesa.
Por isso, para nós do PSTU, as eleições de outubro são o momento de debater um projeto de
sociedade. Há diferentes candidaturas, todas prontas para melhor administrar a exploração, a
desigualdade social, racial e de gênero, a destruição da natureza. O PSTU é o único partido que se
recusa a entrar neste jogo. Acreditamos que a classe trabalhadora pode e merece muito mais. É
preciso voltar a sonhar com um mundo justo, no qual quem trabalha também governa.
Mesmo com todas as traições de seus dirigentes, os trabalhadores, a juventude e os setores
mais oprimidos não param de lutar. E com essas lutas, não só impedem ataques, como até
conseguem importantes vitórias. Mas estas vitórias estão sempre ameaçadas. Basta um período de
diminuição das lutas, e os governos atacam as mais mínimas conquistas. Fazem campanha
permanente contra elas, atacam por todos os lados. Essas lutas precisam nos ensinar que é preciso ir
além. Que o capitalismo deve ser extinto, para que não extinga a humanidade. Para que a vida possa
seguir e se desenvolver, o capitalismo precisa morrer! Do contrário, está se criando um mundo onde a
barbárie, a violência e a exploração desmedida são a regra. Não é possível que a humandade afunde
por ser controlada por algumas poucas corporações. A revolução é necessária, para tirá-las do poder.
Os trabalhadores devem tomar o poder, através de organizações democráticas, e libertar a
humanidade dessa crise que só se aprofunda. Só assim poderemos construir uma nova sociedade,
sem exploração e opressão - uma sociedade socialista. Venha conosco salvar o mundo!
Brasil, um país colonizado, submetido aos interesses dos capitalistas internacionais e
nacionais
Toda esta realidade acima descrita se expressa com ainda maior intensidade no Brasil, ao ser
um país semicolonial. Ou seja, que além de dominado pelos capitalistas brasileiros, é explorado pelos
capitalistas internacionais, dos países imperialistas, ocupando assim uma posição subalterna dentro
do sistema capitalista mundial. É por isso que aqui, no Brasil, essa situação de aumento da exploração
e da miséria assume contornos dramáticos. Apesar de sermos um país de dimensões gigantescas e
com recursos naturais enormes, estamos inteiramente submetidos aos interesses dos países
imperialistas, que mandam e desmandam para defender os interesses de suas corporações e,
principalmente, do capital financeiro. Só o pagamento de juros da mal chamada dívida pública já é um
ato de pirataria de dimensões jamais vista, sequer nos tempos do Brasil Colônia. As multinacionais
ganham rios de dinheiro, e quando não têm mais interesse, simplesmente fecham as fábricas e vão
embora. O exemplo da Ford é grotesco. Ganhou rios de dinheiro com todo tipo de isenções e
incentivos ficais dos governos ao longo de décadas. E quando não lhe interessou mais produzir no
país, fechou as portas, deixando milhares de trabalhadores na rua e, mesmo assim, segue
tranquilamente vendendo seus carros agora importados, a presos aviltantes.
A burguesia brasileira é tão covarde que aceita de bom grado essa submissão, associando-se
com o capital internacional para ficar com as migalhas que caem da mesa dessa orgia de exploração.
Com isso, o Brasil vem retrocedendo economicamente nas últimas décadas. O Brasil está se
desindustrializando e aumentando a sua dependência externa a um nível absurdo. O que sobrou para
o Brasil é vender barato enormes quantidades de matérias-primas (as commodities) e importar
produtos industriais caros. Para fechar essa conta, é preciso cada vez vender mais e mais barato, para
ganhar a “concorrência” no mercado internacional. É por isso que o agronegócio, além das enormes
isenções e incentivos dadas pelos governos e a super exploração dos trabalhadores, promove uma
vasta e constante destruição do meio ambiente, para poder aumentar essa produção absolutamente
predatória.
Essa política foi seguida à risca por todos os governos, desde Sarney, Collor e FHC. Os
governos do PT não foram exceção nisso, muito pelo contrário. O PT assumiu seu primeiro governo
prometendo levar o Brasil ao “primeiro mundo” e transformar a maioria da população em classe média,
acabando com a miséria. Saiu do governo deixando o país ainda mais desigual, mais primitivo em sua
economia e mais dependente do imperialismo. Lula elegeu o agronegócio como seu “campeão
nacional”, e se vangloria de que no seu governo os bancos “lucraram como nunca antes na história do
país”. Quando em 2013 as massas saíram às ruas, em gigantescas mobilizações e cansadas de tanta
enganação, a resposta que encontrou foi uma enorme repressão. Essas mobilizações tornaram
inviável a continuidade do governo do PT. A burguesia teve que se readequar, tirando Dilma através
do Congresso e improvisando, primeiro com seu vice, Temer, e depois com Bolsonaro. Mas o
bolsonarismo só se tornou viável eleitoralmente pela gigantesca traição do PT e dos partidos que
apoiavam esse governo.
Só que o Governo Bolsonaro foi tão desastroso que, mesmo gastando rios de dinheiro público,
não co
Nenhuma matéria deste site menciona este candidato até o momento.
Nenhuma matéria externa foi localizada para este candidato.
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Mais votados nesta disputa
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